Noites Brancas
Quantas vezes direi não?
Quantas vestes na palma da mão?
Quantos pontos de interrogação?
Quantos sonhos de uma vida em vão
Me perdi por aí em mim
Procurei-me em sonhos nossos
Sol não sou, nem a nossa lua
Mas minha alma é tua
Maldita lei de causa e efeito
Que culpa tive por não ser quem és?
Não acredito que não tenha jeito
Contrário, inverso, oposto, avesso, invés
Procuraste a mim, como te procurei
Se a vida perdi, é que errei
Sem casulo e fontes, me perco em estórias
Talvez me encontres em tuas memórias
E vou desarraigar essa mordaça
De quem tu és agora inspiração
Sem perturbar o som do vinho em taça
Com as batidas do meu coração
Ao mirar-te os olhos percebia
Que não tinha mais que todos os céus
Ter-te era só o que eu queria
O resto, são restos meus
Apenas uma cama de dormir
E o chão que é só de rezar
O retrato que faz sorrir
E essa saudade que é de matar
Noches Blancas
¿Cuántas veces diré que no?
¿Cuántas prendas en la palma de la mano?
¿Cuántos signos de interrogación?
¿Cuántos sueños de una vida en vano?
Me perdí por ahí en mí
Me busqué en sueños compartidos
No soy sol, ni nuestra luna
Pero mi alma es tuya
Maldita ley de causa y efecto
¿Qué culpa tuve de no ser quien eres?
No creo que no haya solución
Contrario, inverso, opuesto, al revés
Me buscaste a mí, como te busqué
Si la vida perdí, es porque erré
Sin capullo y fuentes, me pierdo en historias
Tal vez me encuentres en tus recuerdos
Y voy a arrancar esta mordaza
De quien eres ahora mi inspiración
Sin perturbar el sonido del vino en la copa
Con los latidos de mi corazón
Al mirarte a los ojos percibía
Que no tenía más que todos los cielos
Tenerte era todo lo que quería
El resto, son solo mis restos
Solo una cama para dormir
Y el suelo solo para rezar
El retrato que hace sonreír
Y esta nostalgia que mata