Dono do Outono
As folhas secas da minha árvore
Caem no vento, lembranças no chão
Amareladas, guardam histórias
São cicatrizes que vivem na mão
E quando a vida me pergunta
Se a chama em mim se apagou
Eu digo ao vento que passa
Não acabou, não acabou
Não, não, não
Folhas são passagem de estação
Não, não, não
Cada marca é canto, não é condenação
Sou dono do outono, dono da canção
Na infância, verdes dançaram
Na juventude, sonhos brotaram
Na maturidade, frutos ficaram
Hoje é outono, voam ao chão
Cada folha caída no caminho
É lembrança da vida que vivi
Na terra firme eu deixo meu ninho
No voo certo que leva até ti
Não, não, não
Folhas secas, fogo no coração
Não, não, não
Outono é começo, não é despedida, não
No voo da vida, sigo na tua mão
Folhas secas
Eu sigo dono do outono
Dueño del Otoño
Las hojas secas de mi árbol
Caen con el viento, recuerdos en el suelo
Amarillentas, guardan historias
Son cicatrices que viven en la mano
Y cuando la vida me pregunta
Si la llama en mí se apagó
Le digo al viento que pasa
No se ha ido, no se ha ido
No, no, no
Las hojas son paso de estación
No, no, no
Cada marca es canto, no es condenación
Soy dueño del otoño, dueño de la canción
En la infancia, verdes danzaron
En la juventud, sueños brotaron
En la madurez, frutos quedaron
Hoy es otoño, caen al suelo
Cada hoja caída en el camino
Es recuerdo de la vida que viví
En la tierra firme dejo mi nido
En el vuelo correcto que me lleva hasta ti
No, no, no
Hojas secas, fuego en el corazón
No, no, no
El otoño es comienzo, no es despedida, no
En el vuelo de la vida, sigo en tu mano
Hojas secas
Sigo siendo dueño del otoño
Escrita por: Silvino Neto, Paulo Câmara