Mil Vozes
Ouvi mil vozes jogadas ao vento
Dizendo coisas pra gente parar
Como uma fera de dentes sedentos
Gargalhando da minha falta de ar.
Enquanto a gente desdenha do tempo
Achando que o futuro vai esperar
A gente conta com a sorte incerta
Deixa pra depois o brilho do olhar
Tem sempre a hora do tudo ou do nada
Batendo à porta do que você fez
Não adianta sair da sua casa
Amanhã ela volta outra vez
Dessas mil vozes só uma me move
Uma voz baixa, difícil de ouvir
Eu não espero estar à beira da morte
Faço meu silêncio pra sentir.
Mil Voces
Escuché mil voces arrojadas al viento
Diciendo cosas para que paremos
Como una bestia de dientes sedientos
Riéndose de mi falta de aire.
Mientras despreciamos el tiempo
Pensando que el futuro esperará
Contamos con la suerte incierta
Dejamos para después el brillo en la mirada.
Siempre hay momentos de todo o nada
Llamando a la puerta de lo que hiciste
No sirve de nada salir de tu casa
Mañana volverá otra vez.
De esas mil voces solo una me mueve
Una voz baja, difícil de escuchar
No espero estar al borde de la muerte
Hago mi silencio para sentir.
Escrita por: Grazie, Arthur Leonel