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El Tiempo No Espera al Tiempo

Projeto Radiofônico

O Tempo Não Espera o Tempo

Tempo, como vai(?)
Quase sem perceber.
Choro seco ao te ver, mas não consigo te ver.
Quando um passo dou, volto um e chego logo ao lugar que estou.
Há meses (tempos) atrás, tudo era tão distante e agora é tão gigante, e continua tão longe.
Sem pista, sem vista.
Agora vejo que o nada não é tudo processado em minha cabeça que só pensa em não pensar.
Mas quando estou sozinho, a necessidade não escolhe o que devo fazer.
Em quem devo crer
Se devo cuidar, ou só confiar
Com gana lutar, ou em paz me entregar
Quanto tempo faz.
A gente nem sabe mais se é lua ou se é sol.
Se a vida já virou pó.
Se a curva vai desviar.
Se a reta vai estender.
E a mudança vem, mas vem apenas porque sou obrigado a esquecer, por não ter que lamentar lembranças de não poder ser quem eu penso ser.
Paredes molhadas.
As mãos transpiradas vão movimentando a poeira no chão, em volta da sala.

El Tiempo No Espera al Tiempo

Tiempo, ¿cómo estás?
Casi sin darme cuenta.
Lágrimas secas al verte, pero no logro verte.
Cuando doy un paso, retrocedo y vuelvo al mismo lugar en el que estoy.
Hace meses atrás, todo era tan lejano y ahora es tan gigante, y sigue tan lejano.
Sin rastro, sin vista.
Ahora veo que la nada no es todo procesado en mi cabeza que solo piensa en no pensar.
Pero cuando estoy solo, la necesidad no elige lo que debo hacer.
En quién debo creer
Si debo cuidar, o solo confiar
Con ganas luchar, o en paz rendirme
¿Cuánto tiempo ha pasado?
Ya ni siquiera sabemos si es luna o sol.
Si la vida se ha convertido en polvo.
Si la curva se desviará.
Si la recta se extenderá.
Y el cambio llega, pero llega solo porque estoy obligado a olvidar, para no tener que lamentar recuerdos de no poder ser quien creo ser.
Paredes mojadas.
Las manos sudorosas van moviendo el polvo en el suelo, alrededor de la sala.

Escrita por: João Peres / Vinicius Lima