O Louco
Tenho medo
das lindas flores,da sepultura,
um pensamento,
dedo no gatilho,
meu Deus me ajuda,
a útima experiência
dum fulano muito doido,
que morreu estribuchando,
com um tiro no olho.
Doido eu tô te vendo na rua,
sempre fugindo,dessa realidade,
desesperado,
procurando refúgio,
meias palavras,
meias verdades,
doido eu tô te vendo cercado,
das armadilhas,
desse mundo cão,
e traz as armas da sua revolta,
algo que acabe com o teu coração.
Doido,
Doido,
Doido,
Há um caminho
que você não entrou,
Doido,
Louco.
Eu tô te vendo,
na calada da noite,
eu tô te vendo,
na praça da Sé,
na vinte e quatro da
ceilândia norte,
no beco escuro,
no morro do boréu,
com a boca seca
de não poder fumar,
sem ter mais pulso
pra poder injetar,
com os olhos fixos,
na grande ilusão,
arma seu bote
para poder roubar,
e mesmo com a meiota,
presa na cintura,
a depressão nos seus
caminhos tortuosos,
nunca vai se acabar,
o preto,o pó,
o crack,a cocaína,
a violência do subúrbio
suburbano do Brasil,
a criminalidade se estende
á cada dia que passa,
a violência mais aumenta
e cresce á toda hora,
o mundo inteiro sai em busca
de uma revolução,
mas esquecendo que Deus é
a grande solução,
onde milhares de pessoas
saem em busca de emprego,
sem ter comida,
e sem ter dinheiro,
e a malandragem,
correndo solta pelas ruas,
escolas,esquinas,
lugares,onde a lei do silêncio,
predomina no meio de cada cidadão,
na morte de mais um corpo,
estendido no chão.
Todos ao redor da fogueira,
ele disse que se um dia voltar,
vai ser muito doido,
a última história do detento novato,
que morreu depois de ter sido
estuprado por dezoito.
Doido eu tô te vendo na rua,
sempre fugindo,dessa realidade,
desesperado,
procurando refúgio,
meias palavras,
meias verdades,
doido eu tô te vendo cercado,
das armadilhas,
desse mundo cão,
e traz as armas da sua revolta,
algo que acabe com o teu coração.
A vida bandida,esconde a criminalidade,
que toma conta da cidade,
não está na mídia,
ou na televisão,
está no seu coração,
no seu pensamento errado,
não sei se fui bem claro,
a morte alcança os fortes e os fracos,
alguém achou engraçado,
uma foto do pensamento cauterizado,
quem queria o carinho quendo era criança,
agora quer o controle do tráfico
só por vingança,
só por vingança.
Doido eu tô te vendo na rua,
sempre fugindo,dessa realidade,
desesperado,
procurando refúgio,
meias palavras,
meias verdades,
doido eu tô te vendo cercado,
das armadilhas,
desse mundo cão,
e traz as armas da sua revolta,
algo que acabe com o teu coração.
Doido,
Doido,
Doido,
Há um caminho
que você não entrou,
Doido,
Louco.
El Loco
Tengo miedo
de las hermosas flores, de la tumba,
un pensamiento,
dedo en el gatillo,
mi Dios ayúdame,
la última experiencia
de un tipo muy loco,
que murió forcejeando,
con un tiro en el ojo.
Loco, te veo en la calle,
siempre huyendo de esta realidad,
desesperado,
buscando refugio,
medias palabras,
medias verdades,
loco, te veo rodeado,
de las trampas,
de este mundo cruel,
y trae las armas de tu revuelta,
algo que acabe con tu corazón.
Loco,
Loco,
Loco,
Hay un camino
que no has tomado,
Loco,
Loco.
Te veo,
en la oscuridad de la noche,
te veo,
en la plaza de la Sé,
en la veinticuatro de
Ceilândia Norte,
en el callejón oscuro,
en el morro del Boréu,
con la boca seca
sin poder fumar,
sin pulso
para inyectar,
con los ojos fijos
en la gran ilusión,
preparando su ataque
para robar,
y aunque con la pistola,
pegada a la cintura,
la depresión en tus
caminos tortuosos,
nunca terminará,
el negro, la droga,
el crack, la cocaína,
la violencia de los suburbios
brasileños,
la criminalidad se extiende
cada día que pasa,
la violencia aumenta
y crece a cada hora,
el mundo entero busca
una revolución,
olvidando que Dios es
la gran solución,
donde miles de personas
buscan trabajo,
sin comida,
sin dinero,
y la delincuencia
se desata por las calles,
escuelas, esquinas,
lugares, donde la ley del silencio
predomina entre cada ciudadano,
en la muerte de otro cuerpo,
estirado en el suelo.
Todos alrededor de la fogata,
dijo que si alguna vez regresa,
será muy loco,
la última historia del recluso novato,
que murió después de haber sido
violado por dieciocho.
Loco, te veo en la calle,
siempre huyendo de esta realidad,
desesperado,
buscando refugio,
medias palabras,
medias verdades,
loco, te veo rodeado,
de las trampas,
de este mundo cruel,
y trae las armas de tu revuelta,
algo que acabe con tu corazón.
La vida delictiva esconde la criminalidad,
que se apodera de la ciudad,
no está en los medios,
ni en la televisión,
está en tu corazón,
en tu pensamiento errado,
no sé si fui claro,
la muerte alcanza a los fuertes y los débiles,
a alguien le pareció gracioso,
una foto del pensamiento cauterizado,
quien quería cariño cuando era niño,
ahora busca el control del tráfico
solo por venganza,
solo por venganza.
Loco, te veo en la calle,
siempre huyendo de esta realidad,
desesperado,
buscando refugio,
medias palabras,
medias verdades,
loco, te veo rodeado,
de las trampas,
de este mundo cruel,
y trae las armas de tu revuelta,
algo que acabe con tu corazón.
Loco,
Loco,
Loco,
Hay un camino
que no has tomado,
Loco,
Loco.