Uma nova música
Uma nova música não é nova
É tudo aquilo que não foi embalsamado
E que já se decompôs
E de uma forma ou de outra
Transforma-se no adubo de algo
Que irá também envelhecer
Pra alimentar o infinito
É o Brasil pós Cabral
Pós Marinho
É o complexo de Édipo Rei colonial transposto
É o Brasil desdentado e mulato
É o filho bastardo
Que não precisa de um pai
Pra se justificar
Nos desculpe pelo papo careta
De estética da poxa vida que pariu
Deve ser esta poliscultura
O resultado desta promiscultura
Una nueva canción
Una nueva canción no es nueva
Es todo aquello que no fue embalsamado
Y que ya se descompuso
Y de una forma u otra
Se convierte en el abono de algo
Que también envejecerá
Para alimentar lo infinito
Es el Brasil post Cabral
Post Marinho
Es el complejo de Edipo Rey colonial trasladado
Es el Brasil desdentado y mulato
Es el hijo bastardo
Que no necesita de un padre
Para justificarse
Disculpen el discurso anticuado
De la estética de la vida que parió
Debe ser esta policultura
El resultado de esta promiscultura
Escrita por: André Pereira