Último Ato
Eu, ainda tô aqui?
Ou só sobrou o que eu fiz de mim
Cacos no espelho já não mostram quem eu sou
O rosto que eu visto, foi o que você amou
Mas por trás do teatro, ninguém mais restou
Só ecos daquilo que eu mesma quebrei em nós dois
Te prendi num sonho que nunca existiu
Te fiz acreditar em tudo que eu menti e sorri
Agora teu silêncio é tudo que sobrou
E o som do vazio, finalmente me consumiu
Teu nome ainda vive preso em mim
Mas não como amor, é só o meu fim
Cada lembrança corta mais do que senti
E eu tô pagando tudo que eu fiz aqui
Sou veneno, veneno, veneno
Agora correndo nas minhas veias
Não tem mais você pra culpar
Só sobrou encarar quem eu me tornei
Sou veneno, veneno, veneno
Sem palco, sem luz, sem ninguém
Eu gritei, menti, destruí
E no fim, eu me destruí também
As luzes apagaram, ninguém mais aplaudiu
O show terminou, mas a dor não saiu
Tentei me encontrar, mas só me perdi
Na versão distorcida que eu construí
Teu olhar não me segue, você se libertou
E isso dói mais do que tudo que eu causei em você
Porque pela primeira vez, eu fiquei só
Sem ninguém pra culpar além de mim
Tantas versões que eu inventei
Mas nenhuma delas me salvou
E no meio das mentiras que criei
Foi a verdade que me destruiu
Sou veneno, veneno, veneno
Cicatriz aberta em mim
Não sobrou mais personagem
Só o erro vivendo assim
Sou veneno, veneno, veneno
E eu não sei mais quem eu sou
Se amar era te ferir
Então nunca existiu amor
Se eu pudesse voltar
Eu não tocava em você
Não manchava teu mundo
Com tudo que eu virei
Mas agora é tarde
E eu vejo sem disfarçar
O monstro que eu criei, fui eu
Sou veneno, veneno, veneno
E isso nunca vai sair
Tá na pele, na alma, no som
De tudo que eu fiz existir
Sou veneno, veneno, veneno
Esse é meu último papel
Sem aplauso, sem final feliz
Só eu, presa no meu próprio inferno
Acto final
¿Sigo aquí?
¿O es todo lo que queda de lo que hice de mí mismo,?
Los fragmentos en el espejo ya no muestran quién soy
El rostro que llevo, es el que amabas
Pero detrás del teatro, no quedaba nadie más
Solo quedan ecos de lo que yo mismo rompí dentro de ambos
Te atrapé en un sueño que nunca existió
Te hice creer todo lo que te mentí y sonreí
Ahora solo queda tu silencio
Y el sonido del vacío, finalmente me consumió
Tu nombre aún vive atrapado dentro de mí
Pero no es como el amor, para mí es simplemente el final
Cada recuerdo me hiere más de lo que sentí
Y estoy pagando por todo lo que hice aquí
Soy veneno, veneno, veneno
Ahora corre por mis venas
Ya no tienes la culpa
Lo único que me queda es afrontar en quién me he convertido
Soy veneno, veneno, veneno
Sin escenario, sin luces, sin nadie alrededor
Grité, mentí, destruí
Y al final, yo también me destruí
Se apagaron las luces y ya nadie aplaudió
El espectáculo terminó, pero el dolor no desapareció
Intenté encontrarme a mí mismo, pero solo conseguí perderme
En la versión distorsionada que construí
Tu mirada ya no me sigue, te has liberado
Y eso duele más que cualquier cosa que te haya causado
Porque por primera vez, estaba sola
Sin tener a quién culpar más que a mí mismo
Tantas versiones que inventé
Pero ninguno de ellos me salvó
Y en medio de las mentiras que creé
Fue la verdad lo que me destruyó
Soy veneno, veneno, veneno
Una cicatriz abierta en mi interior
No quedan más caracteres
Solo el error puede vivir así
Soy veneno, veneno, veneno
Y ya no sé quién soy
Si amar significara hacerte daño
Así que el amor nunca existió
Si pudiera volver atrás
Yo no te toqué
No empañaría tu mundo
Con todo en lo que me convertiré
Pero ahora es demasiado tarde
Y lo veo sin ocultarlo
El monstruo que creé, era yo
Soy veneno, veneno, veneno
Y esto nunca desaparecerá
Está en la piel, en el alma, en el sonido
De todo lo que hice existir
Soy veneno, veneno, veneno
Este es mi último papel
Sin aplausos, no hay final feliz
Solo yo, atrapada en mi propio infierno