395px

Acto final

PureFSX

Último Ato

Eu, ainda tô aqui?
Ou só sobrou o que eu fiz de mim

Cacos no espelho já não mostram quem eu sou
O rosto que eu visto, foi o que você amou
Mas por trás do teatro, ninguém mais restou
Só ecos daquilo que eu mesma quebrei em nós dois

Te prendi num sonho que nunca existiu
Te fiz acreditar em tudo que eu menti e sorri
Agora teu silêncio é tudo que sobrou
E o som do vazio, finalmente me consumiu

Teu nome ainda vive preso em mim
Mas não como amor, é só o meu fim
Cada lembrança corta mais do que senti
E eu tô pagando tudo que eu fiz aqui

Sou veneno, veneno, veneno
Agora correndo nas minhas veias
Não tem mais você pra culpar
Só sobrou encarar quem eu me tornei

Sou veneno, veneno, veneno
Sem palco, sem luz, sem ninguém
Eu gritei, menti, destruí
E no fim, eu me destruí também

As luzes apagaram, ninguém mais aplaudiu
O show terminou, mas a dor não saiu
Tentei me encontrar, mas só me perdi
Na versão distorcida que eu construí

Teu olhar não me segue, você se libertou
E isso dói mais do que tudo que eu causei em você
Porque pela primeira vez, eu fiquei só
Sem ninguém pra culpar além de mim

Tantas versões que eu inventei
Mas nenhuma delas me salvou
E no meio das mentiras que criei
Foi a verdade que me destruiu

Sou veneno, veneno, veneno
Cicatriz aberta em mim
Não sobrou mais personagem
Só o erro vivendo assim

Sou veneno, veneno, veneno
E eu não sei mais quem eu sou
Se amar era te ferir
Então nunca existiu amor

Se eu pudesse voltar
Eu não tocava em você
Não manchava teu mundo
Com tudo que eu virei

Mas agora é tarde
E eu vejo sem disfarçar
O monstro que eu criei, fui eu

Sou veneno, veneno, veneno
E isso nunca vai sair
Tá na pele, na alma, no som
De tudo que eu fiz existir

Sou veneno, veneno, veneno
Esse é meu último papel
Sem aplauso, sem final feliz
Só eu, presa no meu próprio inferno

Acto final

¿Sigo aquí?
¿O es todo lo que queda de lo que hice de mí mismo,?

Los fragmentos en el espejo ya no muestran quién soy
El rostro que llevo, es el que amabas
Pero detrás del teatro, no quedaba nadie más
Solo quedan ecos de lo que yo mismo rompí dentro de ambos

Te atrapé en un sueño que nunca existió
Te hice creer todo lo que te mentí y sonreí
Ahora solo queda tu silencio
Y el sonido del vacío, finalmente me consumió

Tu nombre aún vive atrapado dentro de mí
Pero no es como el amor, para mí es simplemente el final
Cada recuerdo me hiere más de lo que sentí
Y estoy pagando por todo lo que hice aquí

Soy veneno, veneno, veneno
Ahora corre por mis venas
Ya no tienes la culpa
Lo único que me queda es afrontar en quién me he convertido

Soy veneno, veneno, veneno
Sin escenario, sin luces, sin nadie alrededor
Grité, mentí, destruí
Y al final, yo también me destruí

Se apagaron las luces y ya nadie aplaudió
El espectáculo terminó, pero el dolor no desapareció
Intenté encontrarme a mí mismo, pero solo conseguí perderme
En la versión distorsionada que construí

Tu mirada ya no me sigue, te has liberado
Y eso duele más que cualquier cosa que te haya causado
Porque por primera vez, estaba sola
Sin tener a quién culpar más que a mí mismo

Tantas versiones que inventé
Pero ninguno de ellos me salvó
Y en medio de las mentiras que creé
Fue la verdad lo que me destruyó

Soy veneno, veneno, veneno
Una cicatriz abierta en mi interior
No quedan más caracteres
Solo el error puede vivir así

Soy veneno, veneno, veneno
Y ya no sé quién soy
Si amar significara hacerte daño
Así que el amor nunca existió

Si pudiera volver atrás
Yo no te toqué
No empañaría tu mundo
Con todo en lo que me convertiré

Pero ahora es demasiado tarde
Y lo veo sin ocultarlo
El monstruo que creé, era yo

Soy veneno, veneno, veneno
Y esto nunca desaparecerá
Está en la piel, en el alma, en el sonido
De todo lo que hice existir

Soy veneno, veneno, veneno
Este es mi último papel
Sin aplausos, no hay final feliz
Solo yo, atrapada en mi propio infierno

Escrita por: Emanuel Elias Deniz