Rainha Dos Condenados
Eu te vi sozinha como quem ouve uma sinfonia
Você era silêncio e devoção
Trevas que tu quiseste como quem sente a nostalgia
Sedenta de poesia e de escuridão
Eu te vi sozinha ganhando a vida de esquina em esquina
E aquele que te amava não te queria
Vai à inocência em gotas doces de vinho tinto
Teu beijo de boca em boca é um grito aflito
Rainha e redentora dos condenados deste martírio
Se tudo te é negado, ame o vazio
E as coisas que não dissemos se tornam sombras de um dia cinza
As sombras de uma estação entre o sim e o não
E a noite que cai serena, a silhueta da morte e a vida
Seus filhos tão peregrinos nossos vampiros
Eu te vi sozinha ganhando a vida de esquina em esquina
E aquele que te abusava não te queria
Teus olhos eram saudade de uma existência nunca vivida
Teu crime foi o pecado de ser maldita
Reina de los Condenados
Te vi sola como quien escucha una sinfonía
Eras silencio y devoción
Oscuridad que anhelabas como quien siente nostalgia
Sedienta de poesía y oscuridad
Te vi sola ganándote la vida de esquina en esquina
Y aquel que te amaba no te quería
Vas a la inocencia en sorbos dulces de vino tinto
Tu beso de boca en boca es un grito angustiado
Reina y redentora de los condenados en este martirio
Si todo se te niega, ama el vacío
Y las cosas que no dijimos se convierten en sombras de un día gris
Las sombras de una estación entre el sí y el no
Y la noche que cae serena, la silueta de la muerte y la vida
Tus hijos tan peregrinos, nuestros vampiros
Te vi sola ganándote la vida de esquina en esquina
Y aquel que te maltrataba no te quería
Tus ojos eran nostalgia de una existencia nunca vivida
Tu crimen fue el pecado de ser maldita
Escrita por: Karlos Junior