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La Última Tentación

Quarteto de Cinco

A Última Tentação

Por que tão sóbrio e não tão ébrio?
Por que tão sério e tão calado?
Por que então carregar meu fardo?
Sentir a dor de quem te odeia?
Fui convidado para sua ceia
Minha vontade era te exterminar
Matar, sangrar, depois beber.
Uma taça do vinho que você me deu

Por que tão santo e não capeta?
Por que não Baco ou então Tieta?
Por que não ser a um proxeneta?
Ou então Falo no jardim
Que obsessão por meros querubins
Como é que pode não pensar em mim?
Em delirar, fugir de si
Deixar de ser o eunuco e ser mais louco

Quem é que vai poder te tentar
Quando vai ver que viver não é nunca errar
Não posso mais foi a última vez
Eu vou partir

La Última Tentación

¿Por qué tan sobrio y no tan ebrio?
¿Por qué tan serio y tan callado?
¿Por qué entonces cargar mi carga?
Sentir el dolor de quien te odia?
Fui invitado a tu cena
Mi deseo era exterminarte
Matar, sangrar, luego beber
Una copa del vino que me diste

¿Por qué tan santo y no diablo?
¿Por qué no Baco o incluso Tieta?
¿Por qué no ser un proxeneta?
O hablar en el jardín
Qué obsesión por simples querubines
¿Cómo es posible no pensar en mí?
Delirar, huir de uno mismo
Dejar de ser el eunuco y ser más loco

¿Quién podrá tentarte?
Cuando veas que vivir no es nunca errar
No puedo más, fue la última vez
Me voy

Escrita por: Silvio Carvalho