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Alma Quilomboclada

Quilomboclada

Soul Quilomboclada

Conheço gente fina
Se suja "se alimpa"
Na fuga de um passado de esquinas
Se libera faz o clima adrelina
Da pura música de rua
Agulha de costura na boca de "pagar sapo"
Pra ser irmão tem que ser mais do chegado
E nessa gerra somos todos aliados

Pequenos soldados de pensamento blindado
Ligados, sintonizados, na quantia de malungo
Por metro quadrado
Espaço aéreo fechado pro inimigo
Se eu abrir mão de você renego a cristo

Se só o seu corpo vale mais do que você tem no bolso
Sua alma caboclo vale do que o mundo todo
Faça a coisa certa pra você prosperar
Faça a coisa certa pra você caminhar

Soul quilomboclada, soul quilomboclada
Segura o peso agora é soul quilomboclada

Eu me apresento sou negro e caboclo
Afro-indígena daqueles bem loucos
Se você gosta de tudo que é pouco
Eu e você somos apenas o oposto
Já caí, já chorei, já sofri
Pelo meu corpo tenho as marcas de caim

Eu sigo em frente, minha aldeia é diferente
Já quebramos a corrente que você me colocou
Paulo freire me ensinou
Hoje eu sei a diferença do oprimido e do opressor

Eu "tô de boa"
Eu "tô na pro"
Se vacilar eu viro essa canoa (repete)

Soul quilomboclada...

Alma Quilomboclada

Conozco gente fina
Se ensucia 'se limpia'
En la huida de un pasado de esquinas
Se libera, hace que la adrenalina suba
De la pura música callejera
Aguja de coser en la boca de 'pagar sapo'
Para ser hermano hay que ser más que cercano
Y en esta guerra todos somos aliados

Pequeños soldados de pensamiento blindado
Conectados, sintonizados, en la cantidad de amigo
Por metro cuadrado
Espacio aéreo cerrado para el enemigo
Si renuncio a ti, reniego a cristo

Si solo tu cuerpo vale más que lo que tienes en el bolsillo
Tu alma caboclo vale más que el mundo entero
Haz lo correcto para prosperar
Haz lo correcto para avanzar

Alma quilomboclada, alma quilomboclada
Aguanta el peso, ahora es alma quilomboclada

Me presento, soy negro y caboclo
Afro-indígena de los bien locos
Si te gusta todo lo que es poco
Tú y yo somos simplemente lo opuesto
Ya caí, ya lloré, ya sufrí
Por mi cuerpo tengo las marcas de caín

Sigo adelante, mi aldea es diferente
Ya rompimos la cadena que me pusiste
Paulo Freire me enseñó
Hoy sé la diferencia entre el oprimido y el opresor

Estoy tranquilo
Estoy en la mía
Si te descuidas, vuelco esta canoa (repite)

Alma quilomboclada...

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