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En la Quinta de Pentelheira

Quim Barreiros

Na Quinta da Pentelheira

Eu quero denunciar
Este crime ambiental
Que lentamente devassa
As mulheres de Portugal

Na Quinta da Pentelheira
Havia um frondoso jardim
Agora está tudo rapado
Nem uma rosa, nem jasmim
Agora está tudo rapado
Nem uma rosa, nem jasmim

Recordo o jardim à antiga
Que lá vinha do lumbigo
Descia a fraga do amor
E perdia-se para lá do rego do trigo

Passei a mão com saudade
Naquela quinta estranha
Aqui, ali, nascia mato
Que picava até arranha
Aqui, ali, nascia mato
Que picava até arranha

O jardim foi destruído
Conservem a natureza
Rapado não tem graça
Sem flores é uma tristeza

O jardim foi destruído
Conservem a natureza
Rapado não tem graça
Sem flores é uma tristeza

O jardim foi destruído
Conservem a natureza
Rapado não tem graça
Sem flores é uma tristeza

O jardim foi destruído
Conservem a natureza
Rapado não tem graça
Sem flores é uma tristeza

En la Quinta de Pentelheira

Quiero denunciar
Este crimen ambiental
Que lentamente devasta
A las mujeres de Portugal

En la Quinta de Pentelheira
Había un frondoso jardín
Ahora todo está pelado
Ni una rosa, ni jazmín
Ahora todo está pelado
Ni una rosa, ni jazmín

Recuerdo el jardín antiguo
Que venía desde el ombligo
Bajaba la ladera del amor
Y se perdía más allá del surco del trigo

Pasé la mano con nostalgia
En esa quinta extraña
Aquí, allá, crecía maleza
Que picaba hasta araña
Aquí, allá, crecía maleza
Que picaba hasta araña

El jardín fue destruido
Conserven la naturaleza
Pelado no tiene gracia
Sin flores es una tristeza

El jardín fue destruido
Conserven la naturaleza
Pelado no tiene gracia
Sin flores es una tristeza

El jardín fue destruido
Conserven la naturaleza
Pelado no tiene gracia
Sin flores es una tristeza

El jardín fue destruido
Conserven la naturaleza
Pelado no tiene gracia
Sin flores es una tristeza

Escrita por: Quim Barreiros