Na Quinta da Pentelheira
Eu quero denunciar
Este crime ambiental
Que lentamente devassa
As mulheres de Portugal
Na Quinta da Pentelheira
Havia um frondoso jardim
Agora está tudo rapado
Nem uma rosa, nem jasmim
Agora está tudo rapado
Nem uma rosa, nem jasmim
Recordo o jardim à antiga
Que lá vinha do lumbigo
Descia a fraga do amor
E perdia-se para lá do rego do trigo
Passei a mão com saudade
Naquela quinta estranha
Aqui, ali, nascia mato
Que picava até arranha
Aqui, ali, nascia mato
Que picava até arranha
O jardim foi destruído
Conservem a natureza
Rapado não tem graça
Sem flores é uma tristeza
O jardim foi destruído
Conservem a natureza
Rapado não tem graça
Sem flores é uma tristeza
O jardim foi destruído
Conservem a natureza
Rapado não tem graça
Sem flores é uma tristeza
O jardim foi destruído
Conservem a natureza
Rapado não tem graça
Sem flores é uma tristeza
En la Quinta de Pentelheira
Quiero denunciar
Este crimen ambiental
Que lentamente devasta
A las mujeres de Portugal
En la Quinta de Pentelheira
Había un frondoso jardín
Ahora todo está pelado
Ni una rosa, ni jazmín
Ahora todo está pelado
Ni una rosa, ni jazmín
Recuerdo el jardín antiguo
Que venía desde el ombligo
Bajaba la ladera del amor
Y se perdía más allá del surco del trigo
Pasé la mano con nostalgia
En esa quinta extraña
Aquí, allá, crecía maleza
Que picaba hasta araña
Aquí, allá, crecía maleza
Que picaba hasta araña
El jardín fue destruido
Conserven la naturaleza
Pelado no tiene gracia
Sin flores es una tristeza
El jardín fue destruido
Conserven la naturaleza
Pelado no tiene gracia
Sin flores es una tristeza
El jardín fue destruido
Conserven la naturaleza
Pelado no tiene gracia
Sin flores es una tristeza
El jardín fue destruido
Conserven la naturaleza
Pelado no tiene gracia
Sin flores es una tristeza