Paluchiado da Cachaça
Vou me acabar, não deixo, não
Vou me acabar
Mas a cachaça eu não deixo de tomar
Vou me acabar
Eu não quero que ninguém me de conselho
Que eu acho muito feio falar da vida alheia
E lá em casa quando eu tô embriagado
Com o juízo virado, todo mundo entra na peia
Um dia desses tomei um porre danado
Briguei com o delegado, chamei ele de mulher
No outro dia, vou contar o resultado
Fui preso por seis soldados, levei muito pontapé
Vou me acabar, não deixo, não
Vou me acabar
Mas a cachaça eu não deixo de tomar
Vou me acabar
Nesse lugar, muito cidadão decente
Vive bebo de agua ardente, que a cana corre em riacho
E bebe homem, bebe mulher e menino
Aqui só não bebe o sino, que tem a boca pra baixo
Quando eu morrer quero um enterro decente
Dez carrada de agua ardente, quero todo beberrão
Quero que vá e convide muita gente
Um barril suficiente pra lavar o meu caixão
Borracho de la Cachaça
Voy a acabar, no lo dejo, no
Voy a acabar
Pero la cachaça no dejaré de tomar
Voy a acabar
No quiero que nadie me dé consejos
Que me parece muy feo hablar de la vida ajena
Y en casa, cuando estoy embriagado
Con el juicio trastornado, todos se meten en problemas
Un día de estos me emborraché demasiado
Peleé con el comisario, lo llamé mujer
Al día siguiente, te contaré el resultado
Fui arrestado por seis soldados, recibí muchos golpes
Voy a acabar, no lo dejo, no
Voy a acabar
Pero la cachaça no dejaré de tomar
Voy a acabar
En este lugar, muchos ciudadanos decentes
Viven bebiendo aguardiente, que el cañaveral fluye como río
Y bebe hombre, bebe mujer y niño
Aquí solo no bebe la campana, que tiene la boca hacia abajo
Cuando muera quiero un entierro decente
Diez cargas de aguardiente, quiero a todos los borrachos
Quiero que vayan e inviten a mucha gente
Un barril suficiente para lavar mi ataúd
Escrita por: Roberto Santana / Toinho Alves