Os Reis do Nordeste
Bate tambor alumiou
Nordeste tem reisado
Anuncia o cantador
Salve o rei congo
Zumbi a negra cor
O lamento aquilombado
Em chão rachado ecoou
Na saga do beato conselheiro
Canudos guerreiro
Resistência, repressão
Num sertão sanguinolento
Um mito se espalhou na região
Ê, ê Maria Bonita
Ê, Virgulino cangaceiro Lampião
A procissão em romaria vai passar
Pro padre Cícero Romão abençoar
Como é bonita a devoção no Ceará
Retirante peregrino
O seu destino Portinari retratou
Com braço forte o nordestino
A Rocinha desbravou
A arte em transformação
Voa asa branca olha quanta emoção
Trás Luiz Gonzaga e faz canção
Pra Suassuna alegrar
Vitalino artesão
Glauber Rocha veio de lá
Meu Deus como eu trabalhei
Hoje sou rei nesta festa popular
Eu sou cabra da peste
Eu quero forrozar
Eu vou que nem sanfona
Pra lá e pra cá
Borboleta sertaneja
Salve os Reis do meu sertão
Sou Rocinha ora veja
Misto de samba e baião
Los Reyes del Noreste
Suena el tambor alumbró
En el Noreste hay reisado
Anuncia el cantor
Salve al rey congo
Zumbi, la negra cor
El lamento quilombado
En el suelo agrietado resonó
En la saga del beato consejero
Canudos guerrero
Resistencia, represión
En un sertón sangriento
Un mito se esparció en la región
¡Eh, eh María Bonita!
¡Eh, Virgulino cangaceiro Lampião!
La procesión en romería va a pasar
Para bendecir al padre Cícero Romão
¡Qué hermosa es la devoción en Ceará!
Retirante peregrino
Su destino Portinari retrató
Con brazo fuerte el nordestino
La Rocinha desbravó
El arte en transformación
Vuela asa blanca, mira cuánta emoción
Trae a Luiz Gonzaga y hace canción
Para alegrar a Suassuna
Vitalino artesano
Glauber Rocha vino de allá
¡Dios mío, cómo trabajé!
Hoy soy rey en esta fiesta popular
Soy un cabro de la peste
Quiero forrozar
Voy como acordeón
De aquí para allá
Mariposa sertaneja
Salve a los Reyes de mi sertón
Soy Rocinha, mira ahora
Mezcla de samba y baião