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El Ciclo

Radioviernes

O Ciclo

Acabei de sair de casa
Com a cara amarrotada
Deixei o ferro na tomada
Alguém precisa desligar

Procurei minha vontade na escada
E saí sem encontrar nada
Já botei o pé na estrada
Veja o tempo que ganhei

Vejo várias faces duplicadas
E eu já não sei se é meu problema de visão
Ou se comecei a enxergar além...

Uma a uma, cada qual com seu oposto
Cada rosto, um mistério
Que eu não desvendei

E essa pressão, que eu nem sei de onde vem
Eu preciso respirar, eu preciso de algum motivo
Olho para os lados e não vejo mais ninguém
Eu preciso respirar, eu preciso me sentir mais vivo

Como o tempo passa devagar!
Me deram uma hora para compreender
Resolver os meus problemas emocionais

Não vejo a hora de voltar
Para casa
Para o nada

Chegou a hora, eu vou embora
O cansaço triplica o peso dos meus ombros
E é tanta dor, que eu nem sei o que fazer

Pensamentos passam embaralhados
Se opondo ao linear
Mas estou satisfeito
E eternamente grato

No meu ato de quietude, já percebo a perturbação
Minha velha amiga retorna à casa

E essa pressão, que eu nem sei de onde vem
Eu preciso respirar, eu preciso de algum motivo
Olho para os lados e não vejo mais ninguém
Eu preciso respirar, eu preciso me sentir mais vivo

De nada adiantou

De nada adiantou

El Ciclo

Acabo de salir de casa
Con la cara arrugada
Dejé el hierro enchufado
Alguien tiene que desconectar

Busqué mi voluntad en la escalera
Y salí sin encontrar nada
Ya puse un pie en la carretera
Mira el tiempo que gané

Veo varias caras duplicadas
Y ya no sé si es mi problema de visión
O si empecé a ver más allá...

Una a una, cada una con su opuesto
Cada rostro, un misterio
Que no descifré

Y esta presión, que ni sé de dónde viene
Necesito respirar, necesito alguna razón
Miro a los lados y ya no veo a nadie más
Necesito respirar, necesito sentirme más vivo

¡Cómo pasa el tiempo tan despacio!
Me dieron una hora para entender
Resolver mis problemas emocionales

No veo la hora de volver
A casa
Al vacío

Llegó la hora, me voy
El cansancio triplica el peso de mis hombros
Y es tanto dolor, que ni sé qué hacer

Pensamientos pasan desordenados
Oponiéndose a lo lineal
Pero estoy satisfecho
Y eternamente agradecido

En mi acto de quietud, ya percibo la perturbación
Mi vieja amiga regresa a casa

Y esta presión, que ni sé de dónde viene
Necesito respirar, necesito alguna razón
Miro a los lados y ya no veo a nadie más
Necesito respirar, necesito sentirme más vivo

De nada sirvió

De nada sirvió

Escrita por: Murilo Dourado / Radioviernes