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Conjuro del Campesino

Rafael Castro

Conjura do Matuto

Eu não me agüento mais aqui,
Preciso é de um lugar mais fácil
Com gente que eu nunca vi -
Ninguém pra me censurar.
Quero jogar com o meu azar
E ver quem vai ficar nu.

Olha, o ônibus já vai sair,
Vou pro ânimo do aluguel
E do serviço médio que eu vou ter.
Guardo a lágrima que não cair
Para a dádiva e pro meu troféu
De me desembargar do padecer.

Lá vou ser bonito e astuto,
Conjurando este matuto,
Tendo o amor de quem nem sabe ler.
Vou juntar cacife e orgulho
Pra esquecer-me deste embrulho e
Aí fingir que eu soube viver.

Conjuro del Campesino

Ya no aguanto más aquí,
Necesito un lugar más fácil
Con gente que nunca vi -
Nadie para censurarme.
Quiero jugar con mi mala suerte
Y ver quién se queda desnudo.

Mira, el autobús ya va a partir,
Voy al ánimo del alquiler
Y al trabajo mediocre que tendré.
Guardo la lágrima que no caerá
Para el regalo y mi trofeo
De liberarme del sufrimiento.

Allá seré guapo y astuto,
Conjurando a este campesino,
Teniendo el amor de quien ni siquiera sabe leer.
Voy a juntar dinero y orgullo
Para olvidarme de este lío y
Luego fingir que supe vivir.

Escrita por: Rafael Castro