Dez Construção
O que é que eu preciso fazer, pra você me escutar
Esse conto que eu vou cantar, é quente em todo lugar
O ano inteiro tá ligado rotina de favelado
É sol na cara, é muita espera e o busão sempre lotado
Porque, vida no gueto cê sabe como é que é
É muita luta, muito rela, pra nóis se manter de pé
E a pé, de pé, a gente percorre até 1000 milhas
Pra manter nossos pais, nossos filhos e nossas filhas
Ei! Se liga! Malandragem não tem na esquina
Não venha falar merda com esses papos de Betina
Meritocracia aqui não, pega a visão!
Nóis dá duro pra caralho e ainda ouve merda de patrão
É o descaso que corrói, é o preconceito que destrói
E até lá no shopping chic, é cara feia dos playboy
Ohh, me dói, ter que vir falar tudo de novo
Essa história é do tempo que o baby ainda era só um ovo
E o povo, que mais trabalha também dá a cara pra bater
Segue sendo humilhado, não adianta fingir que não vê
Pode crer, sociedade é sempre assim
Dá de graça só o não, pra negociar o sim
E a gente, segue aceitando tudo quieto só no sapatinho
Como se essa prisão mental, fosse nosso único caminho
De vinho e pão se faz o ritual lá na missa
E a sociedade usa julgamento e cobiça
E a tua vida? Quem que sabe? Quem que viu?
O que era privado, hoje virou big brother Brasil
Tu viu? Ouviu? Sentiu? Aferiu?
Enquanto a bolsa caía, ao ódio a pobre só subiu
Eu sei que você não foi capaz de perceber
A notícia bem editada que passaram na TV
Disfarçaram ignorância de proposta
E se esconderam atrás de mamadeira de piroca
Toda merda que mandaram no WhatsApp
Pra cada uma delas devia ter uma tecla sap
Assim quem sabe, tu não dá mole na pista
De acreditar em kit gay e ameaça comunista
Qualquer caminho fácil, pra um problema resolver
Dê meia-volta, é lá que tu vai se perder
Nem sempre a mente entende o que ela sente
E acaba escolhendo o que é mais conveniente
Assim como a asa branca foi embora do sertão
O bom senso e a verdade saíram voando com a razão
Por mais que a gente grite, por mais que a gente sente
Não dá nada, a sociedade tá doente
Ei mano! Se concentre, e siga em frente
Para tudo e oxigene sua mente
Ei nem tente, reduzir isso tudo a mimimi
Falácia do espantalho não se cria por aqui
A galera da militância vive de substância
Não é como o velho da Pepsi que parece criança
Observando e absorvendo
Nós vamos construindo a cura pra esse veneno
Eu tô ligado moleque que é tentador
Olhar o mundo pelos olhos do dominador
Sobreviver, é o maior dos planos
Eu sei que ninguém quer ser homem-aranha lutando com thanos
E os anos, que se passaram o que rolou?
Pelo que me contaram, parece que só piorou
Assustador
Desesperador
Quando o medo toma conta
É difícil let it go
Não tem pastor, não tem rabino
Não tem partido, nem escola que segure esse menino
Que acredita fortemente no seu sonho
Que enfrenta pau e pedra
E qualquer comentário de bisonho
Ei tonho! O que rolou?
Em que parte do caminho foi que você desacreditou?
E desistiu de viver a liberdade
Foi no fundamental? Ensino médio? Ou faculdade?
A vida bate, a gente apanha
De tanta pancada parece até que tu perdeu a manha
O que vocês quiserem ser, sejam
Nóis é poeira das estrelas já dizia Sagan
É preciso sentar e refletir
Que nada é justo e vai ser difícil prosseguir
Mas eu não vou aqui engrossar o coro
Que tu tem que vender a vida pra ganhar uns ouro
Mas cada momento vivido, com amigo ou ente querido
É um tesouro valioso que sempre estará contigo
E digo, coloque em dúvida o que tu sabe
O teu maior pilar e a tua maior verdade
Cumpade, não seja agente da dor
Olhe o mundo com os olhos do povo que é sofredor
Eu já chorei
Jesus chorou
E a sociedade segue sendo movida a ódio e rancor
E o amor? E a união?
Sonho sonhado, sufocado pelo som do cifrão
Vai vir sempre um como eu falando
Até que a gente recorde como é ser humano
Nossa essência será resgatada
A nossa vida não será negociada
E quem tirou o sossego da quebrada
Fique sabendo
Que a paz será vingada
Construcción de Diez
¿Qué debo hacer para que me escuches?
Esta historia que voy a cantar, está candente en todas partes
Todo el año está conectado a la rutina de la favela
Es sol en la cara, mucha espera y el bus siempre lleno
Porque, la vida en el barrio, tú sabes cómo es
Es mucha lucha, mucho esfuerzo, para mantenernos de pie
Y a pie, recorremos hasta 1000 millas
Para mantener a nuestros padres, hijos e hijas
¡Ey! ¡Presta atención! No hay trucos en la esquina
No vengas a hablar mierda con esos rollos de Betina
Aquí no hay meritocracia, abre los ojos
Trabajamos como locos y aún escuchamos mierda del jefe
Es el abandono que corroe, es el prejuicio que destruye
Y hasta en el centro comercial chic, las caras feas de los ricachones
Ohh, me duele, tener que venir a contar todo de nuevo
Esta historia es de cuando el bebé aún era solo un huevo
Y la gente que más trabaja también se expone
Sigue siendo humillada, no sirve fingir que no ve
Puede creer, la sociedad siempre es así
Da gratis solo el no, para negociar el sí
Y nosotros, seguimos aceptando todo en silencio
Como si esta prisión mental fuera nuestro único camino
Con vino y pan se hace el ritual en la misa
Y la sociedad usa juicio y codicia
¿Y tu vida? ¿Quién sabe? ¿Quién vio?
Lo privado, hoy es Gran Hermano Brasil
¿Viste? ¿Oíste? ¿Sentiste? ¿Mediste?
Mientras la bolsa caía, el odio de los pobres solo subía
Sé que no fuiste capaz de darte cuenta
De la noticia bien editada que pasaron en la TV
Disfrazaron ignorancia de propuesta
Y se escondieron detrás de mamadera de pene
Toda la mierda que mandaron por WhatsApp
Por cada una de ellas debería haber un botón de mute
Así tal vez, no te descuides en la pista
Creer en el kit gay y la amenaza comunista
Cualquier camino fácil para resolver un problema
Da media vuelta, ahí es donde te perderás
No siempre la mente entiende lo que siente
Y termina eligiendo lo más conveniente
Así como la asa blanca se fue del sertón
El buen juicio y la verdad se fueron volando con la razón
Por más que gritemos, por más que sintamos
No sirve de nada, la sociedad está enferma
¡Ey amigo! Concéntrate y sigue adelante
Detente y oxigena tu mente
Ey, ni lo intentes, reducir todo a lloriqueo
La falacia del espantapájaros no se crea por aquí
La gente de la militancia vive de sustancia
No como el viejo de Pepsi que parece un niño
Observando y absorbiendo
Vamos construyendo la cura para este veneno
Sé, chico tentador
Mirar el mundo con los ojos del dominador
Sobrevivir, es el mayor de los planes
Sé que nadie quiere ser Spiderman luchando con Thanos
Y los años, que pasaron ¿qué pasó?
Por lo que me contaron, parece que solo empeoró
Aterrador
Desesperante
Cuando el miedo se apodera
Es difícil dejarlo ir
No hay pastor, no hay rabino
No hay partido, ni escuela que contenga a este niño
Que cree firmemente en su sueño
Que enfrenta palos y piedras
Y cualquier comentario de inexperto
¡Ey Tonho! ¿Qué pasó?
¿En qué parte del camino dejaste de creer?
Y desististe de vivir la libertad
¿Fue en la primaria? ¿Secundaria? ¿Universidad?
La vida golpea, nosotros recibimos golpes
De tantos golpes parece que perdiste la astucia
Lo que quieran ser, sean
Somos polvo de estrellas, como decía Sagan
Es necesario sentarse y reflexionar
Que nada es justo y será difícil seguir
Pero yo no voy a unirme al coro
Que tienes que vender la vida para ganar oro
Pero cada momento vivido, con amigo o ser querido
Es un tesoro valioso que siempre estará contigo
Y digo, cuestiona lo que sabes
Tu mayor pilar y tu mayor verdad
Compadre, no seas agente del dolor
Mira el mundo con los ojos del pueblo que sufre
Yo ya lloré
Jesús lloró
Y la sociedad sigue siendo movida por odio y rencor
¿Y el amor? ¿Y la unión?
Sueño soñado, sofocado por el sonido del dinero
Siempre vendrá alguien como yo hablando
Hasta que recordemos cómo es ser humano
Nuestra esencia será rescatada
Nuestra vida no será negociada
Y quien quitó la paz del barrio
Que sepa
Que la paz será vengada
Escrita por: Rafael Madara