395px

La Chica de Allá (La Bella Doncella)

Rafael Senra

A Menina de Lá (The Pretty Maid)

Um verão de manhãs encantadas
As aves com seu gorjear
E eu caminhava em prantos
Quando ouvi a menina de lá

Sua voz, cativante veludo
E eu sem poder mais andar
Meu peito de chumbo tão mudo
Suspirou à menina de lá

Eu cheguei sem fazer cerimônia
Quem é essa moça a cantar?
A mais bela desta colônia!
Não sou não, disse ela de lá

Eu não sou preciosa nem rara
Riquezas não pude guardar
Sua vista não é muito clara
Sou a pobre menina de lá

Nem nas Índias vi tanta beleza
Translúcida joia a brilhar
No meu funeral, com certeza
Sua rosa é que vai perfumar

Nem a lâmpada mágica pode
Com seus três desejos me dar
Um refresco pro peito que erode
Por querer a menina de lá

La Chica de Allá (La Bella Doncella)

Un verano de mañanas encantadas
Los pájaros con su gorjeo
Y yo caminaba llorando
Cuando escuché a la chica de allá

Su voz, cautivante terciopelo
Y yo sin poder seguir caminando
Mi pecho de plomo tan callado
Suspiró por la chica de allá

Llegué sin rodeos
¿Quién es esta chica cantando?
¡La más bella de esta colonia!
No lo soy, dijo ella de allá

No soy preciosa ni rara
Riquezas no pude guardar
Su vista no es muy clara
Soy la pobre chica de allá

Ni en las Indias vi tanta belleza
Translúcida joya brillando
En mi funeral, con certeza
Su rosa será la que perfumará

Ni la lámpara mágica puede
Con sus tres deseos darme
Un alivio para el pecho que se erosiona
Por querer a la chica de allá

Escrita por: Rafael Senra / Tradicional