395px

Ratatatá (part. Nic Dias, Zudizilla y Fúria)

RAP, falando

Ratatatá (part. Nic Dias, Zudizilla e Fúria)

808

Fora do cartão postal
É a fome que decide
Seu MC favorito
Sempre atrás de money e bitch
Nada disso é pessoal
Mas pra vocês nós nem existe
Não quero sentar na mesa
Então fica olhando e assiste
A guerra não acabou
Macunaíma, filme de terror
Suja de sangue, pronta pra matar
Senhor de engenho, ódio e rancor
Não te pedi por favor
Bandeira branca não é da minha cor
Me nega afeto, não morri de medo
Na sombra da morte, Cristo me abraçou
Brasil
Quarto de despejo
Onde o filho chora sozinho no enredo
Corpo encardido, finge que não viu
80 tiros, pistola e fuzil
Mesmo que não queira, tu vai me ouvir
Ouve meu som, sabe de onde eu vim
Bruxa do norte, mulata é o caralho
Nega drama, porra, dona disso aqui
Bala na cara dos covardes
Bala na cara dos covardes
Sua cabeça tá na minha mira
500 anos pronta pro abate
Bala na cara dos covardes
Bala na cara dos covardes
Sabe que quando nós tá no jogo
É pouca emoção, muita verdade

Tô nessa fita, faz uma cota
Direto das ruas mais quentes, nigga
Conta bancária nós nunca teve
Na mente eu guardo o sonho de vitória
Esforço sem fazer economia
Poupança dela me interessa
Eu só tive pressa pra fugir dos homi
Eu tô tranquilão, tô portando erva
Deixei as peças, é caminho sem volta
Volta, volta, volta a fita
Se um dia eu fui sombra, hoje somos um Sol
Que invade celas, ilumina vidas
Meu canto é o som que incendeia a reolta
Volta, volta, ó que fita
Quase botaram um ponto final na minha história
Páginas da vida
Eu tenho cês tudo na minha lista
Tocando na pista, traga whisky
Fogo nos racistas, é pouco papo
Quero que me traga o filho do ex-presidente
Põe no ringue
Vou jogar na preta uma bolsa da Gucci
Jaqueta da Prada, um anel de ouro puro
Sem taxa de câmbio, é mandar minha grana
Pras ilhas Cayman, pra viver só de lucro
Deixar meu sorriso valendo o dobro do que esse teu
Choro pra me pagar a vista
Mesmo que eu saiba que isso não me safa
De abordagem de rotina
Já tô cansado de achar que é rotina
Preto alvejado por armas dos tiras
Preto invocado demais pro teu quintal, leão
Essa selva é minha, hey
Pensa duas vezes, melhor não vir não
Minhas damas são bem mais selvagens que o teu bando
Pensa duas vezes, melhor não vir não
Minhas damas são bem mais selvagens que o teu bando

Se vocês são leões, eu sou guerreiro maasai
Onde matam por cifrões, eu não morro por mais
Tomando coroa de volta
Mostrando que nunca se perderá a classe
Tô acostumado com carne, filho
Não me ofereça alface
Me ofereça folhas raras
Existem palavras que parecem um tapa na cara
Tó mais um tapa na cara
Tu fica no banco, não sabe o que fala
Ideias tão raras fazem tanta sala
Eu tento explicar e cê desacredita
Depois de uns versos me acha rebelde
Mas eu tenho causa, ninguém tá moscando
Deboche tosco nós chega arrastando
Torço pro progresso de quem tá correndo
Independente de pele e da origem
Mas o emocionado se entrega ao momento
Pode pá que nesse se aplica a vertigem
Racismo reverso vem mamar meu
Papo louco de pensamento
Eu sei que pra isso não existe rédea
E que o julgamento vem no movimento
Tiraram a graça da peita amarela
Crime, boato e fake news
Enquanto isso um dos meus cai no gueto
Só que isso cê não viu
Outra geração pra mudar essa história
Cobrar esses babaca e recobrar a memória
Síndrome de Monark
Já disse a NIC, teu remédio é ratatatá

Ratatatá (part. Nic Dias, Zudizilla y Fúria)

808

Fuera de la postal
Es el hambre quien decide
Tu MC favorito
Siempre detrás de dinero y mujeres
Nada de esto es personal
Pero para ustedes ni existimos
No quiero sentarme a la mesa
Así que quédate mirando y asiste
La guerra no ha terminado
Macunaíma, película de terror
Sucia de sangre, lista para matar
Señor de ingenio, odio y rencor
No te pedí por favor
La bandera blanca no es de mi color
Me niegas afecto, no morí de miedo
En la sombra de la muerte, Cristo me abrazó
Brasil
Cuarto de desalojo
Donde el hijo llora solo en el relato
Cuerpo sucio, finge que no vio
80 balas, pistola y fusil
Aunque no quieras, me vas a escuchar
Escucha mi sonido, sabes de dónde vengo
Bruja del norte, mulata es un chiste
Nega drama, joder, dueña de esto aquí
Bala en la cara de los cobardes
Bala en la cara de los cobardes
Tu cabeza está en mi mira
500 años lista para el sacrificio
Bala en la cara de los cobardes
Bala en la cara de los cobardes
Sabes que cuando estamos en el juego
Es poca emoción, mucha verdad

Estoy en esta movida, hace un tiempo
Directo de las calles más calientes, amigo
Nunca tuvimos cuenta bancaria
En la mente guardo el sueño de victoria
Esfuerzo sin hacer economía
Su ahorro me interesa
Solo tuve prisa para escapar de los hombres
Estoy tranquilo, portando hierba
Dejé las piezas, es camino sin retorno
Vuelve, vuelve, vuelve a la movida
Si un día fui sombra, hoy somos un Sol
Que invade celdas, ilumina vidas
Mi canto es el sonido que enciende la revuelta
Vuelve, vuelve, oh qué movida
Casi pusieron un punto final en mi historia
Páginas de la vida
Tengo a todos ustedes en mi lista
Sonando en la pista, trae whisky
Fuego a los racistas, es poco hablar
Quiero que me traigas al hijo del ex-presidente
Ponlo en el ring
Voy a jugar en la negra una bolsa de Gucci
Chaqueta de Prada, un anillo de oro puro
Sin tasa de cambio, es mandar mi dinero
A las islas Caimán, para vivir solo de ganancias
Dejar mi sonrisa valiendo el doble que la tuya
Lloro para que me paguen al contado
Aunque sepa que eso no me salva
De un control de rutina
Ya estoy cansado de pensar que es rutina
Negro acribillado por armas de los policías
Negro demasiado bravo para tu patio, león
Esta selva es mía, hey
Piensa dos veces, mejor no vengas
Mis damas son mucho más salvajes que tu grupo
Piensa dos veces, mejor no vengas
Mis damas son mucho más salvajes que tu grupo

Si ustedes son leones, yo soy guerrero maasai
Donde matan por billetes, yo no muero por más
Tomando la corona de vuelta
Mostrando que nunca se perderá la clase
Estoy acostumbrado a la carne, hijo
No me ofrezcas lechuga
Ofreceme hojas raras
Existen palabras que parecen una bofetada en la cara
Toma otra bofetada en la cara
Tú te quedas en el banco, no sabes lo que hablas
Ideas tan raras hacen tanto ruido
Intento explicar y tú no crees
Después de unos versos me consideras rebelde
Pero tengo causa, nadie está dormido
El burla tosco llega arrastrándose
Rezo por el progreso de quien está corriendo
Independientemente de la piel y del origen
Pero el emocionado se entrega al momento
Puede que en esto se aplique la vertiginosidad
Racismo inverso viene a mamar mi
Discurso loco de pensamiento
Sé que para esto no hay rienda
Y que el juicio viene en el movimiento
Le quitaron la gracia a la camiseta amarilla
Crimen, rumor y fake news
Mientras tanto, uno de los míos cae en el gueto
Solo que eso no lo viste
Otra generación para cambiar esta historia
Cobrar a esos idiotas y recuperar la memoria
Síndrome de Monark
Ya le dije a NIC, tu medicina es ratatatá

Escrita por: Furia, Zudizilla, Nic Dias, 808 Luke