Fim de Semana
Fim de semana
Sem carro e sem grana
Que paranóia deitado nessa cama
Como é que fica minha vida sem o carro
Que aquele velho me bateu de sacada
Um velho cego, surdo, com pinta de nazista
Que ainda vem falar que eu sou anarquista
Na curva da esquina
Mas quem é que se importa
Um velho sorridente
Atropelou minha porta
E ele tava rindo
Ah seu velho
Safado calhorda
Bateu na minha porta
Deixa quieto, você ainda vai se dar mal
Velho careca, você vai tomar um pau
Ahhhh, mas que pilantra
Me chamando de abusado
Eu acho que esse velho tá ficando esclerosado
Cala boca velho sujo
Se eu te pego na inflação
Pra contar essa história não vai sobrar nem o teu dedão
Fin de semana
Fin de semana
Sin carro y sin dinero
Qué paranoia acostado en esta cama
Cómo va a quedar mi vida sin el carro
Que aquel viejo me golpeó desde el balcón
Un viejo ciego, sordo, con pinta de nazi
Que aún viene a decir que soy anarquista
En la curva de la esquina
Pero a quién le importa
Un viejo sonriente
Atropelló mi puerta
Y él estaba riendo
Ah, viejo
Maldito desgraciado
Golpeó mi puerta
Déjalo así, aún te va a ir mal
Viejo calvo, te van a dar una paliza
Ahhh, qué pillo
Llamándome abusado
Creo que este viejo se está volviendo senil
Cállate viejo sucio
Si te agarro en la inflación
Para contar esta historia no va a quedar ni tu dedo gordo
Escrita por: Eduardo Camboim / Paulo Sergio Soares da Silva