395px

Locus Amoenus

Raul Castro Brasil Beco

Locus Amoenus

Olho os espaços, finos retratos
De tudo que há aqui
Vem um desejo que desconheço
Que se apodera de mim

Vem uma nota que ainda torta
No rascunho ela passa a surgir
Vem uma melodia quase que sofrida
Querendo das cordas sair

E vem um canto
Querendo deslanchar
E vem um canto
Que nem rosa desabrochar

Saio nas ruas que já obscuras
Nada têm a me dar
Olho a multidão que já sem coração
Não pode e não quer me ajudar

Vou à praia de forma insensata
Tentando encontrar
E quando encontro choro aos prantos
Em frente à lua, em frente ao mar

Eu canto
Tudo que pode e se deve achar
Eu canto
A natureza desse lugar

Canto em cada canto
Canto o que vejo
Canto em cada canto
O que quero encantar

Canto as estrelas do céu
Ou canto as estrelas do mar
Canto as luzes e os ventos
Ou sol que logo cedo há de me banhar

Locus Amoenus

Miro los espacios, delicados retratos
De todo lo que hay aquí
Surge un deseo que desconozco
Que se apodera de mí

Viene una nota que aún torcida
En el borrador comienza a aparecer
Viene una melodía casi dolorosa
Queriendo salir de las cuerdas

Y viene un canto
Queriendo despegar
Y viene un canto
Como rosa que florece

Salgo a las calles que ya están oscuras
Nada tienen que ofrecerme
Miro a la multitud que ya sin corazón
No puede ni quiere ayudarme

Voy a la playa de manera insensata
Intentando encontrar
Y cuando encuentro lloro a mares
Frente a la luna, frente al mar

Yo canto
Todo lo que se puede y se debe encontrar
Yo canto
La naturaleza de este lugar

Canto en cada rincón
Canto lo que veo
Canto en cada rincón
Lo que quiero encantar

Canto a las estrellas del cielo
O canto a las estrellas del mar
Canto a las luces y los vientos
O al sol que pronto me bañará

Escrita por: Raul Castro Brasil Beco