395px

Negrita

Raul de Barros

Escurinha

Ai, nega
Eu me amarro numa preta
Ai, minha Nossa senhora!
Ai

Escurinha
Tu tem que de ser minha de (qual) qualquer maneira
Lhe dou meu boteco, lhe dou meu barraco
Que tem lá no morro de Mangueira

E comigo não há embaraço
Vem que eu lhe faço, meu amor (ói aí)
A rainha da escola de samba
Seu pretinho é diretor (mamãe!)

Ih, ih, escurinha
Tu tem que de ser minha de (qual) qualquer maneira
Lhe dou meu boteco, lhe dou meu barraco
Que tem lá no morro de Mangueira

E comigo não há embaraço
Vem que eu lhe faço, meu amor (ói aí)
A rainha da escola de samba
Seu pretinho é diretor

Quatro paredes de barro
Telhado de zinco, assoalho de chão
Só tu, escurinha, é quem está faltando
No meu barracão (pois é!)

Olha, sai dessa, bobinha
Só nessa cozinha levando a pior
Lá no morro lhe ponho no samba
Lhe ensino a ser bamba, te faço a maior
(Pretinha, vem cá)

Oh, escurinha
Tu tem que de ser minha de (qual) qualquer maneira
Lhe dou meu boteco, lhe dou meu barraco
Que tem lá no morro de Mangueira

E comigo não há embaraço
Vem que eu lhe faço, meu amor (ham!)
A rainha da escola de samba
Seu pretinho é diretor (mamãe!)

Ih, ih, escurinha
Tu tem que de ser minha de (qual) qualquer maneira
Lhe dou meu boteco, lhe dou meu barraco
Que tem lá no morro de Mangueira

E comigo não há embaraço
Vem que eu lhe faço, meu amor
A rainha da escola de samba
Seu pretinho é diretor

Quatro paredes de barro
Telhado de zinco, assoalho de chão
Só tu, escurinha, é quem está faltando
No meu barracão (pois é!)

Olha, sai dessa, bobinha
Só nessa cozinha levando a pior
Lá no morro lhe ponho no samba
Lhe ensino a ser bamba, te faço a maior
(Pretinha, vem cá)

Ai, minha nega, fica demais

Negrita

Ay, negrita
Me encanta una morena
Ay, mi Virgen Santísima!
Ay

Negrita
Tienes que ser mía de cualquier manera
Te doy mi cantina, te doy mi casa
Que tengo allá en el cerro de Mangueira

Y conmigo no hay vergüenza
Ven que te hago, mi amor (mira ahí)
La reina de la escuela de samba
Tu negrito es director (mamita!)

Ih, ih, negrita
Tienes que ser mía de cualquier manera
Te doy mi cantina, te doy mi casa
Que tengo allá en el cerro de Mangueira

Y conmigo no hay vergüenza
Ven que te hago, mi amor (mira ahí)
La reina de la escuela de samba
Tu negrito es director

Cuatro paredes de barro
Techo de zinc, piso de tierra
Solo tú, negrita, eres la que falta
En mi casita (así es!)

Mira, sal de ahí, tontita
Solo en esta cocina llevándola mal
Allá en el cerro te pongo a bailar samba
Te enseño a ser bamba, te hago la mejor
(Negrita, ven aquí)

Oh, negrita
Tienes que ser mía de cualquier manera
Te doy mi cantina, te doy mi casa
Que tengo allá en el cerro de Mangueira

Y conmigo no hay vergüenza
Ven que te hago, mi amor (ham!)
La reina de la escuela de samba
Tu negrito es director (mamita!)

Ih, ih, negrita
Tienes que ser mía de cualquier manera
Te doy mi cantina, te doy mi casa
Que tengo allá en el cerro de Mangueira

Y conmigo no hay vergüenza
Ven que te hago, mi amor
La reina de la escuela de samba
Tu negrito es director

Cuatro paredes de barro
Techo de zinc, piso de tierra
Solo tú, negrita, eres la que falta
En mi casita (así es!)

Mira, sal de ahí, tontita
Solo en esta cocina llevándola mal
Allá en el cerro te pongo a bailar samba
Te enseño a ser bamba, te hago la mejor
(Negrita, ven aquí)

Ay, mi negrita, es demasiado

Escrita por: Arnaldo Passos, Geraldo Pereira