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Caballo Cohetero

Raul Torres e Florencio

Cavalo Fogueteiro

Tenho um cavalo de raia
Destemido pareieiro
Correu com uma égua baia
No Triângulo Mineiro

A égua chama Catraia
Meu cavalo é Fogueteiro
Vira um foguete na raia, ai, ai
Chegou três corpo primeiro

Veio lá de Piracaia
Um puro sangue estrangeiro
Só vivia de atalaia
Era de fato ligeiro

O dono diz que não faia
E jogou muito dinheiro
Na chegada tomou vaia, ai, ai
E perdeu pro Fogueteiro

O meu jockey não trabaia
Só trata do Fogueteiro
Ele tem pelo de paia
É um rebente verdadeiro

Pra saí não se atrapaia
Tem o corpinho ligeiro
Não tem cavalo que saia, ai, ai
Na frente do Fogueteiro

Eu tratei uma carreira
Por duzentos mir cruzeiro
Atravessei a fronteira
Pra correr meu pareieiro

Fui pra terra paraguaia
Pra quebrar um fuzileiro
Meu macho chegou na raia, ai, ai
Foi o campeão brasileiro

Caballo Cohetero

Tengo un caballo de raya
Intrépido jinete
Corrió con una yegua alazana
En el Triángulo Mineiro

La yegua se llama Catraia
Mi caballo es Cohetero
Se convierte en un cohete en la pista, ay, ay
Llegó tres cuerpos primero

Vino desde Piracaia
Un pura sangre extranjero
Solo vivía de atalaya
Era realmente veloz

El dueño dice que no falla
Y apostó mucho dinero
En la llegada fue abucheado, ay, ay
Y perdió contra el Cohetero

Mi jockey no trabaja
Solo cuida al Cohetero
Tiene pelaje de paja
Es un verdadero torbellino

Para salir no se enreda
Tiene el cuerpecito veloz
No hay caballo que lo supere, ay, ay
Delante del Cohetero

Organicé una carrera
Por doscientos mil cruzeiros
Crucé la frontera
Para correr con mi jinete

Fui a tierra paraguaya
Para vencer a un fusilero
Mi macho llegó a la pista, ay, ay
Fue el campeón brasileño

Escrita por: Raul Torres