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Colorete

Rebeca Sauwen

Corar

Depois que o Sol queimou teus ombros
E eu pude ver trocar a pele
Você me disse, com assombro
Há tempos que eu não me sinto assim tão leve

Eu rebati sem pensar nos escombros
Com ar de quem não quer uma resposta
A casca do passado, mesmo fina, quando exposta
Pesa na minha cabeça, pesa nas suas costas

Ouvir o teu silêncio ecoando, me fez corar
Mais do que já faz o Sol

Mas antes que eu dormisse me culpando
Franzindo os olhos debaixo do lençol
Você falou que há dias
Que também perde a visão
De olhar na direção da luz

Me dê a mão
Não dê toda a razão
Se pus tanto a perder

Ouvir o teu silêncio ecoando, me fez corar
Mais do que já faz o Sol

Perguntei depois tranquila
Do tamanho da tua pupila
Dilatada mesmo contra a luz
Esperando que dissesse
Na paixão é que ela cresce
Mas falou que logo ela reduz

Colorete

Después de que el sol quemó tus hombros
Y pude ver cambiar la piel
Me lo dijiste, con asombro
Hace tiempo que no siento esta luz

Yo bateé sin pensar en los escombros
Con la mirada de alguien que no quiere una respuesta
La corteza del pasado, incluso delgada, cuando se expone
Pesa en mi cabeza, pesa en tu espalda

Escuchar tu silencio resonó, me hizo sonrojar
Más de lo que el sol ya hace

Pero antes de dormirme culpándome a mí mismo
Frotando sus ojos debajo de la sábana
Dijiste eso hace días
Que también pierde de vista
Mirar en la dirección de la luz

Dame tu mano
No des toda la razón
Si he puesto tanto que perder

Escuchar tu silencio resonó, me hizo sonrojar
Más de lo que el sol ya hace

Te lo pedí más tarde en silencio
El tamaño de tu pupila
Dilatada incluso contra la luz
Esperando que digas
En la pasión crece
Pero dijo que pronto se reduce

Escrita por: João Barreira / Rebeca Sauwen