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Anestesia

Reginaldo Mesquita

Anestesia

O que acontece com você
Os teus olhos vão mostrar
Desagrados, desprazer
Então, se questionar.

Tudo com e/ou sem porquê.
Não consegue processar.
Vê, embora não sinta (não dá tempo, não dá tempo!)
Os carros passam mais devagar.

Se cansa, ainda sente frio.
Não há razão pra chorar (não tem direito não!)
Então dorme e a chuva cai.

O que me cobre o corpo de dentro não sai
Aqui fora o mundo em queda
Se enlouqueço ou me estresso e não tenho direito, então,
Faço das palavras da chuva as minhas.

O que me dói por tudo o que eu vi
Não faz daqui um bom lugar pra vir ver.
Desagrados, anestesia.
Não basta mais fechar os olhos pra se esconder.

Lá fora a chuva cai.
Não há mais quem a proteja (está jogada ao léu!)
Se entrega às lágrimas do céu.

Anestesia

Qué te sucede
Tus ojos lo mostrarán
Desagrados, desplacer
Entonces, cuestionarse.

Todo con y/o sin razón.
No logra procesar.
Ve, aunque no sienta (¡no hay tiempo, no hay tiempo!)
Los autos pasan más despacio.

Se cansa, aún siente frío.
No hay razón para llorar (¡no tiene derecho, no!)
Entonces duerme y la lluvia cae.

Lo que me cubre por dentro no se va
Aquí afuera el mundo se desploma
Si enloquezco o me estreso y no tengo derecho, entonces,
Hago de las palabras de la lluvia las mías.

Lo que me duele por todo lo que vi
No hace de aquí un buen lugar para venir a ver.
Desagrados, anestesia.
Ya no basta con cerrar los ojos para esconderse.

Afuera la lluvia cae.
Ya no hay quien la proteja (¡está abandonada!)
Se entrega a las lágrimas del cielo.

Escrita por: Reginaldo Mesquita