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Disco de Bolero

Reinaldo

Disco de Bolero

Tem dia que eu me levanto
Ansioso demais
Como se o tempo passasse
Depressa demais

É de manhã
Mas não quero nem saber
Dá vontade de beber
Eu me lembro de você
E então... Para não me angustiar
Ponho um disco pra tocar

O pensamento da gente
Viaja demais
Numa sequência de slides
Que a memória traz

Vejo nós dois
Começando um bem querer
Eu tomando meu Fernet
Cuba libre pra você
E aí... Já de volta ao meu sofá
Me levanto pra dançar

Toda lembrança da vida
É bonita demais
Mesmo com o peito da gente
Doendo demais

Lembro depois
Você no meu sommier
Com seu negro Negro Gê
Ai meu bem, cadê você
Pois é... Sinto que já vou chorar
E o bolero vai parar

Toda Lembrança da vida
É bonita demais
Mesmo com o peito da gente
Doendo demais

Lembro depois
Você no meu sommier
Com seu negro Negro Gê
Ai meu bem, cadê você
Pois é... Sinto que já vou chorar
E o bolero vai parar

Disco de Bolero

Hay días en que me levanto
Demasiado ansioso
Como si el tiempo pasara
Demasiado rápido

Es de mañana
Pero no quiero ni saber
Me dan ganas de beber
Te recuerdo a ti
Y entonces... Para no angustiarme
Pongo un disco a sonar

Nuestros pensamientos
Viajan demasiado
En una secuencia de imágenes
Que la memoria trae

Veo a los dos
Comenzando un querer
Yo tomando mi Fernet
Cuba libre para ti
Y ahí... Ya de vuelta a mi sofá
Me levanto a bailar

Cada recuerdo de la vida
Es demasiado bonito
Aun con el pecho
Doliendo demasiado

Recuerdo después
Tú en mi sommier
Con tu negro Negro Gê
Ay mi amor, ¿dónde estás?
Pues sí... Siento que ya voy a llorar
Y el bolero va a parar

Cada recuerdo de la vida
Es demasiado bonito
Aun con el pecho
Doliendo demasiado

Recuerdo después
Tú en mi sommier
Con tu negro Negro Gê
Ay mi amor, ¿dónde estás?
Pues sí... Siento que ya voy a llorar
Y el bolero va a parar

Escrita por: Paulo César Pinheiro, Sombra