Devaneio
Horas me vão massacrando,
Reduzindo-me a zero.
Finjo não a estou esperando,
Espero até o desespero.
Meu pensamento me assombra
E esse silêncio gelado,
Dela não resta nem sombra,
Dela meu sonho sonhado.
Já paguei tanto pecado,
Já perdi o meu juízo.
Tem dó desse alienado.
Oh! ávido paraíso.
Se ela voltar ao pedaço,
Direi, não estou mais a fim
Serei meu próprio palhaço,
Rei do meu próprio festim.
Serei eu, meu próprio muro,
Meu medo e minha dor.
Ouçam seus passos no escuro.
Juro que ela voltou.
Alô, sorriu sem rebuço.
Será, será devaneio?
Não sei, só sei que em soluço
Afogo o rosto em seu seio.
Devaneo
Las horas me van aplastando,
Reduciéndome a cero.
Fingo que no la estoy esperando,
Espero hasta la desesperación.
Mi pensamiento me atormenta
Y este silencio helado,
De ella no queda ni sombra,
De ella mi sueño soñado.
Ya he pagado tanto pecado,
Ya he perdido mi juicio.
Ten compasión de este alienado.
¡Oh! ávido paraíso.
Si ella vuelve en pedazos,
Diré, ya no me interesa.
Seré mi propio payaso,
Rey de mi propio festín.
Seré yo, mi propio muro,
Mi miedo y mi dolor.
Escuchen sus pasos en la oscuridad.
Juro que ella regresó.
Hola, sonrió sin tapujos.
¿Será, será un devaneo?
No sé, solo sé que en sollozos
Ahogo mi rostro en su pecho.
Escrita por: Babal / Jaumir Andrade