Manto de Flores
Quando eu morrer, não cubram de flores o meu caixão
As flores devem enfeitar a vida e não a morte
Não matem as flores, arrancando-as do chão
Culpando-as pelo meu azar ou pela minha sorte
Deixem-nas vivas, colorindo tudo com o seu encanto
Perfumando os campos e as cidades, do Sul ao Norte
Quando eu morrer, não quero flores mortas como manto
Por que tirar a vida delas pra celebrar a minha morte?
Quando eu partir, não me cubram com flores
Que ninguém as arranque na minha despedida
Ceifando o seu perfume e apagando as suas cores
Na verdade, só quero alegria na minha partida
Pois amei, fui amado e tive mais prazeres do que dores
Sejam felizes, que serei feliz nos jardins da outra vida
Manto de Flores
Cuando yo muera, no cubran de flores mi ataúd
Las flores deben adornar la vida y no la muerte
No maten las flores, arrancándolas del suelo
Culpándolas por mi mala suerte o por mi fortuna
Déjenlas vivas, llenando todo con su encanto
Perfumeando los campos y las ciudades, del Sur al Norte
Cuando yo muera, no quiero flores muertas como manto
¿Por qué quitarles la vida para celebrar mi muerte?
Cuando yo me vaya, no me cubran con flores
Que nadie las arranque en mi despedida
Cortando su perfume y apagando sus colores
En verdad, solo quiero alegría en mi partida
Porque amé, fui amado y tuve más placeres que dolores
Sean felices, que yo seré feliz en los jardines de la otra vida
Escrita por: Remisson Aniceto