Filho Pobre
Mamãe eu vivo distante
Da casa que você mora
Estou muito arrependido
De um dia ter vindo embora.
Eu quero voltar e nao posso
Não tenho dinheiro agora
Não vá pensar mamãezinha
Que o filho saiu da linha
E esqueceu a senhora.
Mamãe eu saí de casa
Por um futuro melhor
Vivendo aqui tão distante
Já vi que tudo é pior
Pois a malvada saudade
Está machucando sem dó
Eu saí atraz dos cobres
Me sinto muito mais pobre
Vivendo aqui tão só.
Eu aqui não faço farra
Não vivo na boemia
Eu meu negocio é trabalhar
De noite e tambem de dia
Tô juntando um dinheirinho
Fazendo economias
Eu não enjeito serviços
E o meu grande compromiso
É rever mamãe um dia.
Não quero que mamãe me veja
Vestido assim nestes trapos
Vou comprar um terniho novo
Nen que seja o mais barato
Vou comprar camisa e meia
E um parzinho de sapato
Se eu não puder ir agora
Eu vou mandar prá senhora
Nem que seja o meu retrato.
Hijo Pobre
Mamá, vivo lejos
De la casa donde vives
Estoy muy arrepentido
De haberme ido un día
Quiero volver y no puedo
No tengo dinero ahora
No pienses, mami
Que el hijo se desvió
Y se olvidó de ti.
Mamá, me fui de casa
Por un futuro mejor
Viviendo aquí tan lejos
Ya vi que todo es peor
Porque la maldita añoranza
Está lastimando sin piedad
Salí en busca de dinero
Me siento mucho más pobre
Viviendo aquí tan solo.
Aquí no hago fiestas
No vivo en la bohemia
Mi negocio es trabajar
De noche y también de día
Estoy ahorrando un poquito
Haciendo economías
No rechazo trabajos
Y mi gran compromiso
Es volver a verte un día.
No quiero que me veas así
Vestido con estos trapos
Compraré un traje nuevo
Aunque sea el más barato
Compraré camisa y medias
Y un par de zapatos
Si no puedo ir ahora
Te enviaré, mamá
Aunque sea mi retrato.