395px

Bendición

Flávio Renegado

Benção

Benção, mãe, obrigado por ter
me ensinado de fato o que é viver

Eu sei cheguei em uma hora conturbada
Apesar de me amar, você não me esperava

Sei colé que é, como a vida é dura
Aos 21 mãe solteira, dois filhos loucura

Mesmo assim não teve medo da situação
Sempre foi determinada e de opinião

Mesmo quando ele, te abandonou
Eu já tinha três de idade quando ele nos deixou

Sem atitude não fez papel de homem
Sem carinho sem amor do que vale o sobre nome

Dele não tenho raiva ou ressentimento
Também não tenho afeto ou qualquer outro sentimento

Não moveu um só dedo, para ajudar
E você limpando o chão de playboy pra poder me criar

Se desgastando em várias jornadas de trabalho
Pra não deixar faltar o feijão no nosso prato

Do céu, as vezes, nem chuva caí
E pra mim você sempre foi mãe e pai

Final dos anos 90 parte dois do dilema
Eu entro na adolescência

Benção, mãe, obrigado por ter
me ensinado de fato o que é viver

Quando criança eu promete não te fazer sofrer
Mas comecei a desejar o que não podia ter

De gênio forte incontrolável tá bom eu sei
Que eu sempre fui o mais rebelde de nós três

Mas a senhora, mãe, sabe muito bem
Que eu nunca gostei de depender de ninguém

Dinheiro fácil, mulher, moral e respeito
A vida do crime e ilusória, nego

Sempre me falando o que era certo e errado
Apesar do meu descaso nunca saiu do meu lado

Quando eu me perdi em meio a escuridão
Você foi a única que me estendeu a mão

Peço perdão! Pelos desgostos que já te fiz passar
Peço perdão! Pelos lágrimas que já te fiz chorar
Peço perdão! Pela falta de atenção e de juízo
Que várias vezes, nos levaram ao litígio

Hoje agradeço cada tapa, cada puxão de orelha
Pois eles me impediram de fazer varias besteiras

Obrigado pôr não desistir de mim em meio as dificuldades
Dona Regina, a mulher que fez homem de verdade

Benção, mãe, obrigado por ter
me ensinado de fato o que é viver

Bendición

Bendición, madre, gracias por haberme
enseñado realmente lo que es vivir

Sé que llegué en un momento turbulento
A pesar de amarme, no me esperabas

Sé cómo es, lo dura que es la vida
A los 21, madre soltera, dos hijos, locura

Aun así, no tuviste miedo de la situación
Siempre fuiste determinada y con opinión

Incluso cuando él, te abandonó
Yo ya tenía tres años cuando nos dejó

Sin actitud, no cumplió su rol de hombre
Sin cariño, sin amor, ¿de qué vale el apellido?

No siento rencor ni resentimiento hacia él
Tampoco tengo afecto ni ningún otro sentimiento

No movió un dedo para ayudar
Y tú limpiando el suelo de ricachones para poder criarme

Desgastándote en múltiples jornadas laborales
Para que no faltara el frijol en nuestro plato

A veces, del cielo, ni siquiera cae la lluvia
Y para mí, siempre fuiste madre y padre

Fin de los años 90, parte dos del dilema
Entro en la adolescencia

Bendición, madre, gracias por haberme
enseñado realmente lo que es vivir

Cuando era niño, prometí no hacerte sufrir
Pero empecé a desear lo que no podía tener

De carácter fuerte e incontrolable, está bien, lo sé
Que siempre fui el más rebelde de los tres

Pero tú, madre, sabes muy bien
Que nunca me gustó depender de nadie

Dinero fácil, mujeres, moral y respeto
La vida del crimen es ilusoria, hermano

Siempre me decías lo que estaba bien y mal
A pesar de mi indiferencia, nunca te fuiste de mi lado

Cuando me perdí en medio de la oscuridad
Fuiste la única que me tendió la mano

¡Pido perdón! Por los disgustos que te hice pasar
¡Pido perdón! Por las lágrimas que te hice derramar
¡Pido perdón! Por la falta de atención y juicio
Que varias veces nos llevaron al conflicto

Hoy agradezco cada bofetada, cada jalón de orejas
Porque me impidieron cometer muchas tonterías

Gracias por no rendirte ante mí en medio de las dificultades
Doña Regina, la mujer que hizo un hombre de verdad

Bendición, madre, gracias por haberme
enseñado realmente lo que es vivir

Escrita por: Renegado