Cuiabano Araçá
Despedi dos meus parente
Pela inclinação de andá
Corri mundo e passei gosto
Tenho causo pra contá
Na minha besta tordilha
Viajei três dia sem Pará
Na beira do rio Ipanema
Eu parei pra descansá
Precisei chamá o barceiro
Pra barça me atravessá
Quando atravessei o Ipanema
Eu peguei a imaginá
Na fazenda Oscar Junqueira
Como peão fui me ajustá
Nas suas grande invernada
Lidando com marruá
Eu cheguei apareiado
Com dois cachorro policiár
Laçando mestiço arisco
Somente para amansá
Seu Oscar tinha duas prima
Delicada no oiá
Eu cobicei a mais nova
E peguemo a enamorá
Pra gente de arta escala
Ela foi me apresentá
Este moço é direito
Pra tudo que precisá
Inda que papai não queira
Com este moço hei de casá
Eu e o meu futuro sogro
Acendemos de viajá
Fomos buscar uma boiada
No sertão de Cuiabá
Ganhando trintão por dia
Só por eu ser bão pra laçá
Meu laço de doze braça
Pra esse fim mandei trançá
Foi o que tirou a pompa
Do cuiabano Araçá
Cuiabano Araçá
Despedí a mis parientes
Por la inclinación de andar
Corrí mundo y probé sabores
Tengo historias para contar
En mi caballo tordillo
Viajé tres días sin parar
En la orilla del río Ipanema
Me detuve a descansar
Tuve que llamar al barquero
Para que me cruzara en su barca
Cuando crucé el Ipanema
Empecé a imaginar
En la hacienda Oscar Junqueira
Como peón fui a trabajar
En sus grandes corrales
Lidiando con el marruá
Llegué aparejado
Con dos perros policías
Domando potros salvajes
Solo para amansar
Don Oscar tenía dos primas
Delicadas en la mirada
Me interesé por la más joven
Y empezamos a enamorarnos
Para la gente de alta escala
Ella me presentó
Este muchacho es de fiar
Para todo lo que necesites
Aunque papá no quiera
Con este muchacho me casaré
Mi futuro suegro y yo
Decidimos viajar
Fuimos a buscar una manada de ganado
En el sertón de Cuiabá
Ganando treinta reales al día
Solo por ser bueno para lazar
Mi lazo de doce brazas
Para este fin mandé trenzar
Fue lo que quitó la soberbia
Al cuiabano Araçá