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El Paseo del Cantor

Ricardo Di Carvalho

O Passeio do Cantador

Pego a viola, olha lá fora
já vou embora, vou passear
Melancolia, desarmonia, rancores contidos
deixo pra trás, vou passear

Levo alegria que nem criança
eu vou plantando fé e esperança
no coração de quem me escutar
Canto as canções que o povo gosta
o povo é quem faz o "trem" andar

Ônibus lotado, o falatório é geral
Ô moço, será que vai ter guerra
Quem é do bem, quem é do mal

Eu vou ficando por aqui
A gente se vê se deus quiser
Quando chegar eu vou dormir
E eu vou cantar com muita fé

Você canta daí que eu canto de cá
Tá combinado pode começar
Você canta daí que eu canto de cá
Tá combinado pode começar

Eu seguro a enxada como um guerreiro
No meu violão tenho confiança
Nasci na fazenda sou boiadeiro
Sou cantador desde criança

Mineiro do Vale do Mucuri
Divisa de Minas com Bahia
Teófilo Otoni é o meu lar, gosto daqui
Passeio às vezes no "Jequi"

Diferenças não vão nos desunir
Somos frutos nascidos do mesmo chão
Você canta de lá que eu canto daqui
Aos acordes do meu violão

A história desse chão
escrevemos dia a dia
Nossas pedras preciosas
nosso humor que contagia

Se a política falhou
e esqueceram desse povo
que com a fé no dia a dia
acredita em um mundo novo

Você canta daí que eu canto de cá
Tá combinado pode começar
Você canta daí que eu canto de cá
Tá combinado pode começar

Como criança feliz
Vivendo a esperar
Que as mudanças no país
aqui também possam chegar

Você canta daí que eu canto de cá
Tá combinado pode começar
Você canta daí que eu canto de cá
Tá combinado pode começar

Eu seguro a enxada como um guerreiro
No meu violão tenho confiança
Nasci na fazenda sou boiadeiro
Sou cantador desde criança

Mineiro do Vale do Mucuri
Divisa de Minas com Bahia
Teófilo Otoni é o meu lar, gosto daqui
Passeio às vezes no "Jequi"

Diferenças não vão nos desunir
Somos frutos nascidos do mesmo chão
Você canta de lá que eu canto daqui
Aos acordes do meu violão

El Paseo del Cantor

Pillo la guitarra, mira afuera
ya me voy, voy a pasear
Melancolía, desarmonía, rencores contenidos
dejo atrás, voy a pasear

Llevo alegría como un niño
voy sembrando fe y esperanza
en el corazón de quien me escuche
Canto las canciones que la gente disfruta
la gente es la que hace que todo funcione

Autobús lleno, el chisme es general
Oye, ¿habrá guerra?
Quién es bueno, quién es malo

Me quedo por aquí
Nos vemos si Dios quiere
Cuando llegue, me iré a dormir
Y cantaré con mucha fe

Tú cantas desde allá y yo canto desde acá
Está acordado, puedes empezar
Tú cantas desde allá y yo canto desde acá
Está acordado, puedes empezar

Sostengo la azada como un guerrero
En mi guitarra tengo confianza
Nací en la hacienda, soy vaquero
Soy cantor desde niño

Minero del Valle del Mucuri
Límite entre Minas y Bahía
Teófilo Otoni es mi hogar, me gusta aquí
A veces paseo por el 'Jequi'

Las diferencias no nos separarán
Somos frutos nacidos de la misma tierra
Tú cantas desde allá y yo canto desde acá
A los acordes de mi guitarra

La historia de esta tierra
la escribimos día a día
Nuestras gemas preciosas
nuestro humor contagioso

Si la política falló
y olvidaron a este pueblo
que con fe en el día a día
cree en un mundo nuevo

Tú cantas desde allá y yo canto desde acá
Está acordado, puedes empezar
Tú cantas desde allá y yo canto desde acá
Está acordado, puedes empezar

Como un niño feliz
Viviendo en espera
Que los cambios en el país
también puedan llegar aquí

Tú cantas desde allá y yo canto desde acá
Está acordado, puedes empezar
Tú cantas desde allá y yo canto desde acá
Está acordado, puedes empezar

Sostengo la azada como un guerrero
En mi guitarra tengo confianza
Nací en la hacienda, soy vaquero
Soy cantor desde niño

Minero del Valle del Mucuri
Límite entre Minas y Bahía
Teófilo Otoni es mi hogar, me gusta aquí
A veces paseo por el 'Jequi'

Las diferencias no nos separarán
Somos frutos nacidos de la misma tierra
Tú cantas desde allá y yo canto desde acá
A los acordes de mi guitarra

Escrita por: Ricardo Di Carvalho