395px

Poeta de la Consternación

Ricardo Falkenbach

Poeta da Consternação

Ando cabisbaixo
Ando olhando pro chão
Faz tempo meu amigo
Que ando olhando pro chão


Ando deprimido
Tantas palavras em vão
Te digo meu amigo
Abaixo do rabo do cão
Abaixo do rabo do cão


Ando tão aflito
Meu grito,estranho, em vão
Te digo meu bom amigo
Poeta da consternação
Poeta da consternação


Ando tão perdido
O cadarço do tênis deu um nó
Te digo velho amigo
Às vezes me sinto tão só
Às vezes anoitece, estou só
Às vezes amanhece, estou só
Às vezes todos estão só......

Poeta de la Consternación

Ando cabizbajo
Ando mirando hacia el suelo
Hace tiempo, amigo mío
Que ando mirando hacia el suelo

Ando deprimido
Tantas palabras en vano
Te digo, amigo mío
Debajo de la cola del perro
Debajo de la cola del perro

Ando tan afligido
Mi grito, extraño, en vano
Te digo, buen amigo mío
Poeta de la consternación
Poeta de la consternación

Ando tan perdido
El cordón del zapato se ha enredado
Te digo, viejo amigo
A veces me siento tan solo
A veces anochece, estoy solo
A veces amanece, estoy solo
A veces todos están solos...

Escrita por: Ricardo Falkenbach