Aliterações
Ah, ele subiu
Pés quase descalços
Ninguém mais viu
Fez, fez e refez
Tudo de errado
Não mais se fez
Ah, ela dormiu
Não foi no meu braço
Ninguém mais viu
Se for se arrepender
É bem melhor deixar
Não acontecer
É bem melhor, bem melhor
Ah, ele bateu
Bateu o seu carro
Envelheceu
Só, se acidentou
Longe de quem gosta
Quieto chorou
Mas sabe que tem
Um amor que é só seu
De mais ninguém
Vai passar
Eu sei que vai
Vai passar
Se deixar respirar, vai passar
O espasmo aperta o peito a ponto de se perceber
O quanto é fino, fútil, frágil, muito fácil de esquecer
Que eu tenho a tanto tempo tanta coisa pra tirar
De dentro do meu denso desatino devagar
Só que de nada adianta você não se dedicar
E o mundo vai girando e você no mesmo lugar
E amigos divertindo-se e você só a falar
'Eu não consigo ser feliz, não sei mais ser feliz'
Aliteraciones
Ah, él subió
Casi descalzo
Nadie más vio
Hizo, hizo y rehizo
Todo mal
Ya no se hizo
Ah, ella durmió
No fue en mi brazo
Nadie más vio
Si te arrepientes
Es mejor dejarlo
No suceder
Es mejor, mucho mejor
Ah, él chocó
Chocó su auto
Envejeció
Solo, se lastimó
Lejos de quien ama
Lloró en silencio
Pero sabe que tiene
Un amor que es solo suyo
De nadie más
Va a pasar
Sé que va a pasar
Va a pasar
Si dejas respirar, va a pasar
El espasmo aprieta el pecho hasta que se percibe
Lo fino, fútil, frágil, muy fácil de olvidar
Que tengo tanto tiempo para sacar
De mi denso desatino lentamente
Pero de nada sirve si no te dedicas
Y el mundo sigue girando y tú en el mismo lugar
Y los amigos divirtiéndose y tú solo hablando
'No puedo ser feliz, no sé cómo ser feliz'
Escrita por: Ricardo Guimarães