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Susurros de la Mente

Riccardo de Paulla

Sussuros da Mente

A chuva cai, tudo se tinge de amarelo
Esse amor rarefeito, me deixa em desespero
Tenho medo do bicho-papão
Medo da vida, medo do abismo que é a razão

Faço o que quero, mas não sei mais o que faço
A bomba estoura, a dor é um abraço
Punhal dentro de mim, corpo gélido
Sangue frio, pensamento frágil, confuso

Não falo do cabelo que cobre meu rosto
Não falo das paredes que gritam um desgosto
Escuto o barulho da mente em fúria
Mas você não escuta, você finge que não vê

Minha face está oculta, escondo o que sou
Parece ser óculos escuros, mas é só o que restou
O cinismo é máscara, uma brincadeira vazia
E eu me cansei, me perdi, me perdi na própria agonia

A dor que carrego é meu único destino
Cansado de ser o mesmo, vagando sem abrigo
Me vejo em pedaços, em cada esquina do ser
A luta interna é constante, mas não sei o que fazer

Não falo do cabelo que cobre meu rosto
Não falo das paredes que gritam um desgosto
Escuto o barulho da mente em fúria
Mas você não escuta, você finge que não vê

Susurros de la Mente

La lluvia cae, todo se tiñe de amarillo
Este amor enrarecido, me deja en desesperación
Tengo miedo del coco
Miedo de la vida, miedo del abismo que es la razón

Hago lo que quiero, pero ya no sé qué hago
La bomba estalla, el dolor es un abrazo
Un puñal dentro de mí, cuerpo helado
Sangre fría, pensamiento frágil, confuso

No hablo del cabello que cubre mi rostro
No hablo de las paredes que gritan un desamor
Escucho el ruido de la mente en furia
Pero tú no escuchas, finge que no ves

Mi cara está oculta, escondo lo que soy
Parece ser gafas oscuras, pero es solo lo que quedó
El cinismo es una máscara, un juego vacío
Y estoy cansado, me perdí, me perdí en mi propia agonía

El dolor que cargo es mi único destino
Cansado de ser el mismo, vagando sin abrigo
Me veo en pedazos, en cada esquina del ser
La lucha interna es constante, pero no sé qué hacer

No hablo del cabello que cubre mi rostro
No hablo de las paredes que gritan un desamor
Escucho el ruido de la mente en furia
Pero tú no escuchas, finge que no ves

Escrita por: Ricardo Patrício de Paula