A Geografia do Meu Risco
Eu me proponho a ser aquele cara antigo,
Sem medo do perigo
Que submete a dor.
Eu me proponho a ter um lado inconsequente,
O apóstolo demente
Teu anti-salvador.
E até me arrisco a ser teu quase-pesadelo,
Ou teu pior segredo
Só pra me rir depois.
Eu me proponho a ser o avesso do teu crime,
A bússola que oprime
Quem nunca se perdeu.
Eu sei que nada me demove, só o acaso me comove
E na geografia do meu risco, não cabe inferno ou paraíso,
Eu mesmo chuto ou adivinho.
Me perco em formas de tentar me achar,
A prece errada que se faz quedar
Num purgatório artificial.
Meu mapa é a pista do teu amor precário,
Feito alquimia de veneno raro
Que alucina, pra não ser fatal.
La Geografía de Mi Riesgo
Me propongo a ser aquel tipo antiguo,
Sin miedo al peligro
Que somete al dolor.
Me propongo a tener un lado inconsecuente,
El apóstol demente
Tu anti-salvador.
Y hasta me arriesgo a ser tu casi pesadilla,
O tu peor secreto
Solo para reírme después.
Me propongo a ser lo opuesto a tu crimen,
La brújula que oprime
Quien nunca se perdió.
Sé que nada me mueve, solo el azar me conmueve
Y en la geografía de mi riesgo, no cabe infierno o paraíso,
Yo mismo chuto o adivino.
Me pierdo en formas de intentar encontrarme,
La oración errada que se hace quedar
En un purgatorio artificial.
Mi mapa es la pista de tu amor precario,
Hecho alquimia de veneno raro
Que alucina, para no ser fatal.
Escrita por: Lê De Sousa / Riccelly Guimarães