A Mão do Tempo (part. Tião Carreiro e Pardinho)
Na solidão do meu peito o meu coração reclama
Por amar quem está distante e viver com quem não ama
Eu sei que você também da mesma sina se queixa
Querendo viver comigo, mas o destino não deixa
Que bom se a gente pudesse arrancar do pensamento
E sepultar a saudade na noite do esquecimento
Mas a sombra da lembrança é igual a sombra da gente
Pelos caminhos da vida, ela está sempre presente
Vai lembrança e não me faça querer um amor impossível
Se o lembrar nos faz sofrer, esquecer é preferível
Do que adianta querer bem alguém que já foi embora,
É como amar uma estrela que foge ao romper da aurora
Arranque da nossa mente, horas distantes vividas
Longas estradas que um dia foram por nós percorridas
Apague com a mão do tempo os nossos rastros deixados
Como flores que secaram no chão do nosso passado
La Mano del Tiempo (part. Tião Carreiro y Pardinho)
En la soledad de mi pecho mi corazón reclama
Por amar a quien está lejos y vivir con quien no ama
Sé que tú también te quejas de la misma suerte
Queriendo vivir conmigo, pero el destino no lo permite
Qué bueno sería si pudiéramos arrancar del pensamiento
Y enterrar la añoranza en la noche del olvido
Pero la sombra del recuerdo es igual a la sombra de uno mismo
Por los caminos de la vida, siempre está presente
Recuerdo, no me hagas desear un amor imposible
Si recordar nos hace sufrir, olvidar es preferible
De qué sirve querer a alguien que ya se fue,
Es como amar una estrella que huye al amanecer
Arranca de nuestra mente las horas lejanas vividas
Largos caminos que un día recorrimos juntos
Borra con la mano del tiempo nuestras huellas dejadas
Como flores que se marchitaron en el suelo de nuestro pasado
Escrita por: Jose Fortuna / Tião Carreiro