Tempestuou
Não é desculpa
Deixar acesa
A luz da Lua
Pra que eu me guie
E não te encontre
De carne e osso
Pra me servir
Não serve mais
O meu abraço
Sobrou espaço
Pra flutuar
Não serve mais
Venta
E vai deixando rastros
Nas esquinas
Nos pedaços
Que você tempestuou
Venta
E vai mas não refresca
Chega e sai só deixa fresta
Daquilo que de nós restou
Eu respeito a tua paixão
Pelos corpos com gula de alma
Mas não quero ser teu chão nem te trazer calma
No amor aprendi a ser furacão
Devastar, deixar vestígios
Pode ser que me guarde n'uma garrafa ou aprenda dos meus redemoinhos
Mas nada te garanto
Pra mim o amor é o que destrói
O que bagunça, o que deixa rastros
O resto, o resto é bobagem que cabe nos poemas e nas canções
Venta e vai deixando rastros
Nas esquinas, nos pedaços
Que você tempestuou
Venta e vai mas não refresca
Chega e sai só deixa fresta
Daquilo que de nós restou
Não é desculpa deixar acesa
A luz da lua
Tempestuoso
No es excusa
Dejar encendida
La luz de la Luna
Para que me guíe
Y no te encuentre
De carne y hueso
Para servirme
Ya no sirve
Mi abrazo
Quedó espacio
Para flotar
Ya no sirve
Venta
Y va dejando rastros
En las esquinas
En los pedazos
Que tú tempestuaste
Venta
Y se va pero no refresca
Llega y se va solo dejando grieta
De lo que de nosotros quedó
Respeto tu pasión
Por los cuerpos con hambre de alma
Pero no quiero ser tu suelo ni traerte calma
En el amor aprendí a ser huracán
Arrasar, dejar vestigios
Puede ser que me guarde en una botella o aprenda de mis remolinos
Pero nada te garantizo
Para mí el amor es lo que destruye
Lo que desordena, lo que deja rastros
El resto, el resto es tontería que cabe en los poemas y en las canciones
Venta y va dejando rastros
En las esquinas, en los pedazos
Que tú tempestuaste
Venta y va pero no refresca
Llega y se va solo dejando grieta
De lo que de nosotros quedó
No es excusa dejar encendida
La luz de la luna
Escrita por: Rico Calegari / Lucas Viega