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Plato del Día (part. Emilio & Eduardo)

Rionegro & Solimões

Prato do Dia (part. Emílio & Eduardo)

Sobre às margens de uma estrada
Uma simples pensão existia
A comida era tipo caseira
E o frango caipira era o prato do dia

Proprietário, homem de respeito
Ali trabalhava com sua família
Cozinheira era sua esposa
E a garçonete era uma das filhas

Foi chegando naquela pensão
Um viajante já fora de hora
Foi dizendo para a garçonete
Me traga um frango, vou jantar agora

Eu estou bastante atrasado
Terminando eu já vou embora
Ela então respondeu, num sorriso
Mamãe tá de pé, pode crer, não demora

Quando ela foi servir a mesa
Delicada e com muito bom jeito
Me desculpe, mas trouxe uma franga
Talvez não esteja cozida direito

O viajante foi lhe respondendo
Pra mim franga crua talvez eu aceito
Sendo uma igual a você
Seja à qualquer hora também não enjeito

Foi saindo de cabeça baixa
Pra queixar ao seu pai a mocinha
Minha filha, mate outra franga
Pode temperar, porém não cozinha

Vou levar esta franga na mesa
Se bem que comigo a conversa é curtinha
É a coisa que mais eu detesto
Ver homem barbado fazendo gracinha

Foi chegando o velho e dizendo
Vim trazer o pedido que fez
Quando o cara tentou recusar
Já se viu na mira de um Schmidt inglês

O negócio foi limpar o prato
Quando o proprietário lhe disse cortês
Nós estamos de portas abertas
Pra servir a moda que pede o freguês

Plato del Día (part. Emilio & Eduardo)

En las orillas de una carretera
Existía una modesta pensión
La comida era casera
Y el pollo de campo era el plato del día

El dueño, un hombre respetable
Trabajaba allí con su familia
Su esposa era la cocinera
Y una de sus hijas era la mesera

Llegó a la pensión un viajero
Ya fuera de hora
Le dijo a la mesera
Tráeme un pollo, voy a cenar ahora

Estoy bastante atrasado
Terminando, me iré enseguida
Ella respondió con una sonrisa
Mamá está de pie, créeme, no tardará

Al servir la mesa
Con delicadeza y buen modo
Disculpe, traje una gallina
Quizás no esté bien cocida

El viajero le respondió
Quizás acepte una gallina cruda
Si es como tú
No me importa en cualquier momento

Salió con la cabeza baja
Para quejarse con su padre la joven
Hija, mata otra gallina
Puedes sazonarla, pero no cocinarla

Llevaré esta gallina a la mesa
Aunque conmigo la conversación es breve
Es lo que más detesto
Ver a un hombre barbado haciendo chistes

Llegó el viejo y dijo
Traigo el pedido que hizo
Cuando el tipo intentó rechazar
Se vio en la mira de un Schmidt inglés

Tuvo que limpiar el plato
Cuando el dueño le dijo cortésmente
Tenemos las puertas abiertas
Para servir a la moda que pide el cliente

Escrita por: Geraldo Borges