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Claridad Urbana

Ro Goethe

Lucidez Urbana

Você anda sem nem sentir
Os seus sentidos fluírem aí
Sentindo a bruma escurecer
Os seus caminhos, o seu querer.

Então vamos resolver
Tudo o que houver
Sua forma de viver
Hediondo crescer
Olhando-se um pequeno ser.

Cadê seu mar, cadê você?
Enxergue-os, ou não o verei
Só ver dor, só ver sofrer
Assassine o seu morrer.

Olhe quanta terra procura te ver
Quando nem o sol puder nascer
Sonhe o real
Sendo sua justa forma de ser.

Acredite no anoitecer
Quando nem as estrelas puder ver
Avise a sua torta cruz
Que você é mais, o espelho traduz.

Não seria o negro do asfalto
A escuridão do seu passado
Muito menos o eclipse da lua
O fim da sua rua.

Claridad Urbana

Caminas sin siquiera sentir
Tus sentidos fluir por ahí
Sintiendo la neblina oscurecer
Tus caminos, tu deseo.

Entonces vamos a resolver
Todo lo que haya
Tu forma de vivir
Hediondo crecer
Mirándote como un ser pequeño.

¿Dónde está tu mar, dónde estás tú?
Míralos, o no te veré
Solo ver dolor, solo ver sufrir
Asesina tu morir.

Mira cuánta tierra busca verte
Cuando ni el sol pueda salir
Sueña lo real
Siendo tu justa forma de ser.

Cree en el anochecer
Cuando ni las estrellas puedan ver
Avisa a tu torcida cruz
Que eres más, el espejo traduce.

No es el negro del asfalto
La oscuridad de tu pasado
Mucho menos el eclipse de la luna
El fin de tu calle.

Escrita por: Rômulo Argos