O que tinha de ser / Sabiá (part. André Mehmari)
Porque foste na vida, a última esperança
Encontrar-te me fez criança
Porque já eras meu, sem eu saber sequer
Porque és o meu homem, e eu, tua mulher
Porque tu me chegaste
Sem me dizer que vinhas
E tuas mãos foram minhas, com calma
Porque foste em minh'alma, como um amanhecer
Porque foste o que tinha de ser
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá, e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Vou deitar à sombra
De uma palmeira que já não há
Colher a flor que já não dá
E algum amor talvez possa espantar
As noites que eu não queria
E anunciar o dia
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Não vai ser em vão
Que fiz tantos planos de me enganar
Como fiz enganos de me encontrar
Como fiz estradas de me perder
Fiz de tudo e nada de te esquecer
Lo que tenía que ser / Sabiá (part. André Mehmari)
Porque fuiste en la vida, la última esperanza
Encontrarte me hizo niño
Porque ya eras mío, sin yo saberlo
Porque eres mi hombre, y yo, tu mujer
Porque tú llegaste a mí
Sin decirme que venías
Y tus manos fueron mías, con calma
Porque entraste en mi alma, como un amanecer
Porque fuiste lo que tenía que ser
Voy a volver
Sé que aún voy a volver
A mi lugar
Fue allí, y sigue siendo allí
Donde escucharé cantar
A una sabiá
Voy a volver
Sé que aún voy a volver
Me recostaré a la sombra
De una palmera que ya no está
Cosecharé la flor que ya no da
Y algún amor tal vez pueda espantar
Las noches que no quería
Y anunciar el día
Voy a volver
Sé que aún voy a volver
No será en vano
Que hice tantos planes para engañarme
Como hice engaños para encontrarme
Como hice caminos para perderme
Hice de todo y nada para olvidarte
Escrita por: Vinícius de Moraes, Antonio Carlos Jobim