Ébano e Marfim
Quando eu te olhei pela primeira vez
Não me toquei,
Não imaginei o que você em mim faria
E ao te ouvir cantar, algo em mim mudou
E pouco a pouco sua voz me seduzia
Eu contava os dias pra poder te encontrar
Minhas mãos tremiam
Doidas pra te ter, e te tocar.
Quando eu te toquei pela primeira vez
Seu colo branco
Feito neve do himalaia
Deslizei as mãos sobre o seu corpo nu
Te afaguei, te desejei, já pressentia
A estranha calmaria que precede os temporais
Os ventos a varrerem as “folhas fusas” dos quintais
E hoje faço versos das suas canções
Seu coração, martelo e cordas, é poesia
Água a jorrar nos guimarães sertões
Em minhas mãos, a inspiração divina
Unos, somos um, eu em você, você em mim
O ocre e o carmim
Ao fundir meus dedos, teclas, ébano e marfim.
Ébano y Marfil
Cuando te vi por primera vez
No me di cuenta,
No imaginé lo que harías en mí
Y al escucharte cantar, algo en mí cambió
Y poco a poco tu voz me seducía
Contaba los días para poder encontrarte
Mis manos temblaban
Locas por tenerte, y tocarte.
Cuando te toqué por primera vez
Tu cuello blanco
Como la nieve del Himalaya
Deslicé mis manos sobre tu cuerpo desnudo
Te acaricié, te deseé, ya lo presentía
La extraña calma que precede a las tormentas
Los vientos barriendo las 'hojas fusas' de los patios
Y hoy compongo versos de tus canciones
Tu corazón, martillo y cuerdas, es poesía
Agua brotando en los sertones guimarães
En mis manos, la inspiración divina
Uno, somos uno, yo en ti, tú en mí
El ocre y el carmesí
Al fusionar mis dedos, teclas, ébano y marfil.
Escrita por: Robertho Ázis