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Ai Mouraria

Roberto Leal

Ai Mouraria

Ai, Mouraria
Da velha Rua da Palma
Onde eu um dia
Deixei presa a minha alma
Por ter passado
Mesmo ao meu lado
Certo fadista
De cor morena
Boca pequena
E olhar troçista

Ai, Mouraria
Do homem do meu encanto
Que me mentia
Mas que eu adorava tanto

Amor que o vento
Como um lamento
Levou consigo
Mais que ainda agora
A toda a hora
Trago comigo

Ai, Mouraria
Dos rouxinóis nos beirais
Dos vestidos cor de rosa
Dos pregões tradicionais

Ai, Mouraria
Das procissões a passar
Da Severa em voz saudosa
Da guitarra a soluçar

Ai Mouraria

Oh, Mouraria
Desde la antigua Rua da Palma
Donde algún día
He dejado mi alma atrapada
Por haber pasado
Justo a mi lado
Cantante de fado derecho
Color Morena
Boca pequeña
Y mira el trost

Oh, Mouraria
Del hombre de mi encanto
¿Quién me mintió?
Pero que amé tanto

Me encanta que el viento
Como un lamento
Se lo llevó con él
Más que ahora
Todo el tiempo
Lo traigo conmigo

Oh, Mouraria
De los ruiseñores en los aleros
De los vestidos rosados
De scuts tradicionales

Oh, Mouraria
De las procesiones a pasar
De Severo en una voz de anhelo
De la guitarra sollozando

Escrita por: Amadeu do Vale / Frederico Valerio