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Mulata Rosinha

Rodolfo Amaral

Mulata Rosinha

Mulata Rosinha
(Gil Barbosa/ Luiz Cordeiro)

Mulata Rosinha morava sozinha
No seu barracão
No morro nasceu e sempre viveu
Sem ter ilusão
Nos dias de festa, vestida de chita
Bonita demais
Rainha era ela
No morro uma aquarela de sonhos banais
Um dia Rosinha desceu lá do morro
Foi ver a cidade
Fulgás ilusão trocou o barracão
Pela sociedade
Amou um grã fino
Ficou importante que o morro esqueceu
E no seu barracão tem escrito a carvão
Rosinha morreu.

Mulata Rosinha

Mulata Rosinha
(Gil Barbosa/ Luiz Cordeiro)

Mulata Rosinha vivía sola
En su choza
En la colina nació y siempre vivió
Sin ilusiones
En los días de fiesta, vestida de tela estampada
Demasiado hermosa
Ella era la reina
En la colina, un lienzo de sueños triviales
Un día Rosinha bajó de la colina
Fue a ver la ciudad
Cambió su choza por la sociedad
Llena de ilusiones
Amó a un aristócrata
Se volvió importante y olvidó la colina
Y en su choza está escrito con carbón
Rosinha murió.

Escrita por: Gil Barbosa / Luiz Cordeiro