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Escondido

Rodrigo Magalhaes

Escondido

Dentro de cada olhar
Existe uma imensidão
Que ninguém pode mergulhar
Pra não desaguar a mansidão
De um mar acalentado dentro das retinas de um navegante e amador
Dentro de cada olhar
Há secretas euforias
Que afogam o falar
E afagam a covardia
De não revelar para quem causou
Todo desvairar involuntário

Porque é melhor que não saibam de nada
Pois só nada quem já se afundou
Em desejos e encantos submersos em charadas
Esse mar é só pra quem já se inundou
Então é bom que não saibam de nada
Pois só nada quem já naufragou
Nas funduras turbulentas; nas profundas enxurradas
Esse amar é só pra quem já se anulou

Dentro de cada olhar
Existe um amor que de tão incerto ficou escondido

Escondido

Dentro de cada mirada
Existe una inmensidad
Que nadie puede explorar
Para no desbordar la mansedumbre
De un mar acunado dentro de las retinas de un navegante y amante
Dentro de cada mirada
Hay euforias secretas
Que ahogan el hablar
Y acarician la cobardía
De no revelar a quien causó
Todo desvarío involuntario

Porque es mejor que no sepan de nada
Pues solo nada quien ya se hundió
En deseos y encantos sumergidos en acertijos
Este mar es solo para quien ya se ha inundado
Así que es mejor que no sepan de nada
Pues solo nada quien ya naufragó
En las profundidades turbulentas; en las profundas inundaciones
Este amar es solo para quien ya se ha anulado

Dentro de cada mirada
Existe un amor que de tan incierto quedó escondido

Escrita por: Rodrigo Magalhães