395px

Mary Celeste (Comodoro Fantasma)

Rodrigo Martins

Mary Celeste (Comodoro Fantasma)

Enquanto o vento sopra todos ancoram juntos a este navio,
Sinto que estou mais duro que as rochas do fundo do mar.
Apenas eu habito em minhas próprias causas perdidas enquanto navego
O vento sopra longe o mastro e a bandeira a balançar.
Gaivotas em circulo a meu chapéu com uma caveira desenhada,
E meus pensamentos ao longe do horizonte a habitar.
Ergo minha espada e mando executar ordens, sou capitão!
Mais meu papagaio não me fala nem um sermão.
Mais uma vez eu sinto o leme a minha mão.

A ancora se arrasta sobre o escuro e o azul,
Não posso mais remar nem mesmo me animar sobre a condição.
Que não tenho mais ninguém para limpar meu convés.
Nem para catar as conchas das estrelas do mar.
Do que adianta ser um capitão sem a tripulação?
Do que adianta ter a areia nos pés?
Sem que elas estejam penetrando na tua vida,
Ou ao menos lhe mostrando uma digna lição?
Mais vou enfrentar o que deve se enfrentar.

Mary Celeste (Comodoro Fantasma)

Mientras el viento sopla, todos anclan juntos en este barco,
Siento que soy más duro que las rocas del fondo del mar.
Solo habito en mis propias causas perdidas mientras navego,
El viento sopla lejos el mástil y la bandera ondea.
Gaviotas circulan sobre mi sombrero con una calavera dibujada,
Y mis pensamientos vagan por el horizonte.
Levanto mi espada y doy órdenes, ¡soy capitán!
Pero mi loro no me dice ni una palabra.
Una vez más siento el timón en mis manos.

El ancla se arrastra sobre el oscuro y el azul,
Ya no puedo remar ni animarme por la situación.
No tengo a nadie más para limpiar mi cubierta,
Ni para recoger las conchas de las estrellas de mar.
¿De qué sirve ser capitán sin tripulación?
¿De qué sirve tener arena en los pies?
Si no están penetrando en tu vida,
O al menos enseñándote una lección digna?
Pero enfrentaré lo que deba enfrentar.

Escrita por: Rodrigo Martins