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Grana Gama Lama (part. Johaine)

Rodrigo Zin

Grana Gama Lama (part. Johaine)

Na parede, manchei
Em lágrimas, me calei
Mano eu tô num mar de cera
Da vida, me afastei
Grana gama
O tumulto é regido
Arranjei teus comprimidos
Orquestrei a nossa morte
Era tudo colorido
Eu amei

Tinha asas, prazer
Fiz as pazes, parei
De cuidar de vocês
Imortais na praia
Mitologia rasa
A bíblia na sala
Cumpriu com a sua palavra
Apocalipse

Na boca, lipstick
Fiz o que vocês queriam
Achou mesmo, que eu faria?
Tudo o que eu fiz, é trilha
Eu trilhei, autofagia
Arranquei as minhas folhas
As raízes, só restou meu tronco
Na mão dos monstros

Afinal quem é você? És um enviado da vida ou seria da morte?
Tolo imortal, tu não me vê em seus espelhos?
Isso, isso é impossível
Você é possível? Você não entende não é
Isso é tudo pelo dinheiro
Tá, imortalidade, poder, riqueza do que valem?
Na mão dos monstros eu virei dinheiro, eu virei dinheiro mesmo
Mas você sabe né
O dinheiro não tem valor aqui
Eles ainda não perceberam isso
Pode você manipulá-los
Eu vou lutar
Por eles, é?
Eu vou lutar

Eu saio de casa
Eu saio de casa
Parei com cigarros
Mas não parei com você

Eu saio de casa
Eu saio de casa
Parei com cigarros

Amor vivo, vivo o alto grau
Autotune não tira o sotaque
Alto da xv eu lembrei
Que grana não tira o sotaque

Guaraná, fama e presidente
Pilarzinho corre na minha pele
Muita grana, e pra essa gente?
Presidente morre, e num é conhaque

Eu amei, amei as mulheres
Lana Del Rey e as muralhas
Seu papel nessa sociedade?
Meu papel é amassado, faça

Seu papel
Mesmo que esse seu papel seja uma
Droga droga
Poesia, só que dessa vez
Destruíram as paredes

E o oceano tá secando
No Twitter cabe qualquer letra
O seu lean deve tá esquentando
Aquecimento, meu e do planeta

É o proletariado
O protesto parando a esquina
E vocês (gastando com droga)
Fez do meu CD, uma drogaria

Tão gótico, minha coca é preta
Coca é preta, coca
Tão gótico, minha coca é preta
Coca é preta, coca
Tão gótico, minha coca é preta
Coca é preta, coca

Eu saio de casa
Eu saio de casa
Parei com cigarros
Mas não parei com você

Eu saio de casa
Eu saio de casa
Parei com cigarros

Pixei os muros brancos de preto
Quebrei esses muros de jeito
É amor não importa quem beijo
É a dor de quem quer seus direitos

É a humanidade até na falta
É falta de humanidade em alta
É pauta de quem tem uma história
É a história, de quem faz ela ser nossa
Nossa

Não vai ser em vão
(Não vai ser em vão)
Não vai ser
Não não

Não vai ser em vão, sua execução, não vai ter perdão
Não vai ter perdão
Não vai ter perdão

Não vai ser em vão, sua execução, não vai ter perdão
Não vai ter perdão
(Não vai ter perdão)

Não vai ser em vão, sua execução, não vai ter perdão
Não vai ter perdão
Não vai ter perdão
Não vai ser em vão, sua execução, não vai ter perdão
Não vai ter perdão
Não vai ter perdão
(Não vai ter perdão)

Eu saio de casa
Eu saio pra rua
Parei com cigarros
Mas eu luto por você!
Eu saio de casa
Eu saio pra rua
Parei com cigarros
Mas eu luto por você

Quantos rappers já matei?
Quantos rappers já matei?
Quantas minas já matei?
Quantos manos já matei?
Quantas cores eu matei?
Quantos pretos eu matei?
Quantos brancos eu matei?
Quantas vezes me matei?
Quantas vezes te matei?
Quantas vezes eles vão ter quer nos matar?

Tolo, todo lugar que você passa tu leva o fogo da guerra contigo
A culpa é sua! A culpa é sua!
Tu leva o fogo da guerra contigo

Grana Gama Lama (part. Johaine)

En la pared manché
Llorando me quedé en silencio
Hermano, estoy en un mar de cera
me alejé de la vida
amplia gama
La agitación está gobernada
tengo tus pastillas
Yo orquesté nuestra muerte
todo era colorido
Yo amé

Tenía alas, placer
Hice las paces, paré
Cuidarte
Inmortales en la playa
Mitología superficial
La biblia en la habitación
cumplió su palabra
Apocalipsis

En la boca, lápiz labial
Hice lo que querías
¿De verdad pensaste lo que haría?
Todo lo que hice es un rastro
Seguí, autofagia
me arranqué las hojas
Las raíces, lo único que queda es mi tronco
En manos de monstruos

Después de todo ¿quién eres tú? ¿Eres un enviado de la vida o serías un enviado de la muerte?
Tonto inmortal, ¿no me ves en tus espejos?
Esto, esto es imposible
¿Eres posible? No lo entiendes, ¿verdad?
Todo esto es por el dinero
Bien, ¿cuánto valen la inmortalidad, el poder y la riqueza?
En manos de monstruos me convertí en dinero, realmente me convertí en dinero
Pero lo sabes bien
El dinero aquí no tiene valor
Aún no se han dado cuenta
¿Puedes manipularlos?
lucharé
Para ellos, ¿verdad?
lucharé

Salgo de casa
Salgo de casa
dejé de fumar
Pero no me detuve contigo

Salgo de casa
Salgo de casa
dejé de fumar

Vive el amor, vive en alto grado
El autotune no elimina el acento
Alto del xv me acordé
Ese dinero no quita el acento

Guaraná, fama y presidente
La pequeña Pilar corre por mi piel
Mucho dinero, ¿y para esta gente?
Muere el presidente y no hay coñac

Yo amaba, amaba a las mujeres
Lana Del Rey y las paredes
¿Su papel en esta sociedad?
Mi papel está arrugado, ¿no?

Tu rol
Incluso si tu papel es un
Maldita sea
Poesía, sólo que esta vez
Destruyeron las paredes

Y el océano se está secando
Cualquier letra cabe en Twitter
Tu magra debe estar calentándose
Calentamiento, lo mío y el planeta

es el proletariado
La protesta parando la esquina
Y tú (gastando en drogas)
Hice mi CD una farmacia

Tan gótica, mi coca es negra
La coca es negra, coca
Tan gótica, mi coca es negra
La coca es negra, coca
Tan gótica, mi coca es negra
La coca es negra, coca

Salgo de casa
Salgo de casa
dejé de fumar
Pero no me detuve contigo

Salgo de casa
Salgo de casa
dejé de fumar

Pinté las paredes blancas de negro
Derribé estos muros
Es amor no importa a quién bese
Es el dolor de quienes quieren sus derechos

Es la humanidad incluso en su ausencia
Es una falta de humanidad en aumento
Es la agenda de quienes tienen una historia
Es la historia de quién lo hace nuestro
Nuestro

no sera en vano
(No será en vano)
No será
No no

No será en vano, tu ejecución no será perdonada
No habrá perdón
No habrá perdón

No será en vano, tu ejecución no será perdonada
No habrá perdón
(No habrá perdón)

No será en vano, tu ejecución no será perdonada
No habrá perdón
No habrá perdón
No será en vano, tu ejecución no será perdonada
No habrá perdón
No habrá perdón
(No habrá perdón)

Salgo de casa
salgo a la calle
dejé de fumar
¡Pero lucho por ti!
Salgo de casa
salgo a la calle
dejé de fumar
Pero lucho por ti

¿A cuántos raperos he matado?
¿A cuántos raperos he matado?
¿Cuántas minas he matado?
¿A cuántos hermanos he matado?
¿Cuántos colores maté?
¿Cuántos negros maté?
¿A cuántos blancos he matado?
¿Cuántas veces me he suicidado?
¿Cuántas veces te he matado?
¿Cuantas veces nos querrán matar?

Tonto, dondequiera que vayas llevas el fuego de la guerra contigo
¡La culpa es suya! ¡La culpa es suya!
Llevas el fuego de la guerra contigo

Escrita por: Johaine Droppa / Rodrigo Zin