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Ternura Dos Cuarenta

Rodrigo Bueno

Ternura Dos Quarenta

Quando penso o que passei
Fronteiras de solidão
Tinha prá dar e não dei
Olhei para mim e pensei
Não tenho nada na mão

Tive o tempo e não senti
Tive amores e não amei
Os amigos que perdi
E as loucuras que vivi
São tantas que já não sei

Quem eu era, quem sou eu e quem pareço
Se alguém hoje me espera, com certeza que mereço
Mereço ainda, amor a tua presença
Para enfrentar a vida, com a ternura dos quarenta

Foram tantas as idades
Da vida que atrás deixei
Não quero sentir saudades
Vou em outras amizades
Amar o que não amei

Os copos que não bebi
Os discos que não toquei
Os poemas que não li
Os filmes que nunca vi
As canções que não cantei

Meus amigos, importante é o sorriso
Para seguir viagem
Com a coragem, que é preciso

Não adianta, deitar contas a vida
A ternura dos quarenta
Não tem conta, nem medida

Ternura Dos Cuarenta

Cuando pienso en lo que pasé
Fronteras de soledad
Tenía para dar y no di
Me miré a mí mismo y pensé
No tengo nada en la mano

Tuve el tiempo y no sentí
Tuve amores y no amé
Los amigos que perdí
Y las locuras que viví
Son tantas que ya no sé

Quién era, quién soy yo y quién parezco
Si alguien hoy me espera, con seguridad que lo merezco
Merezco aún, amor a tu presencia
Para enfrentar la vida, con la ternura de los cuarenta

Fueron tantas las edades
De la vida que dejé atrás
No quiero sentir nostalgia
Voy hacia otras amistades
Amar lo que no amé

Los vasos que no bebí
Los discos que no toqué
Los poemas que no leí
Las películas que nunca vi
Las canciones que no canté

Mis amigos, importante es la sonrisa
Para seguir viaje
Con el coraje, que se necesita

No sirve de nada, hacer cuentas de la vida
La ternura de los cuarenta
No tiene cuenta, ni medida

Escrita por: Paco Bandeira / Pedro Bandeira Freire