Quando Penso Em Mangueira
Quando a cidade alvorece
Eu penso em Mangueira
Quando a alegria padece
Lembro-me da Estação Primeira
Quando penso nas folhas secas
Que colorem meu pobre peito
Na geografia das minhas saudades
Mangueira é o meu maior relevo
Quando penso nas amendoeiras
Fincadas naquele chão
Lembro-me quando meu pai dizia
Filho, nunca adorne a ingratidão
São tantas as recordações
As dores e prazeres dessa vida
Amores que deixei pelo caminho
As mágoas que já foram esquecidas
Crianças com seus pés no chão
Lembranças quantas já perdidas
As cores verde-rosa e o coração
Batendo acelerado na avenida
Cuando pienso en Mangueira
Cuando la ciudad amanece
Pienso en Mangueira
Cuando la alegría desaparece
Recuerdo a la Estación Primera
Cuando pienso en las hojas secas
Que colorean mi pobre pecho
En la geografía de mis añoranzas
Mangueira es mi mayor relieve
Cuando pienso en los almendros
Plantados en esa tierra
Recuerdo cuando mi padre decía
Hijo, nunca adornes la ingratitud
Son tantos los recuerdos
Los dolores y placeres de esta vida
Amores que dejé en el camino
Las penas que ya fueron olvidadas
Niños con sus pies en la tierra
Recuerdos cuántos ya perdidos
Los colores verde-rosa y el corazón
Latido acelerado en la avenida
Escrita por: Rogério Batalha, A. deOliveira e Mauro Sta Cecília