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Apagón en Caída Libre

Rogério Sobreira

Blecaute Em Queda Livre

Quando eu caí em queda livre
Com o destino à deriva
Meu paraquedas não se abriu
E eu nem pude flutuar

Minha cabeça para o chão
Meus pés fincados no céu
Uma luz pro fim ou no fim do túnel
Meus lábios não souberam rezar

Foi, foi tão só um pesadelo
Que eu vivi ao acordar
Foi, foi tão só um pesadelo
Desses de arrepiar

Quando a tempestade desabou
Com seus gritos e trovões
Sobre o meu corpo de papel
Fui ao inferno, e não ao céu

Tudo ficou tão estranho
Tudo era tão escuro
Em relação ao meu futuro
A cruz ganhei como troféu

Foi, foi tão só um pesadelo
Que eu vivi ao acordar
Foi, foi tão só um pesadelo
Desses de arrepiar

Essa noite eu nem dormi
Blecaute no sistema nervoso
Há fumaça nos meus olhos
Minhas mãos nem mexem mais

Sete horas de pânico
A dois minutos nesse inferno
Sete machados me cortavam
Em mil pedaços, talvez mais

Foi, foi tão só um pesadelo
Que eu vivi ao acordar
Foi, foi tão só um pesadelo
Desses de arrepiar

Apagón en Caída Libre

Cuando caí en caída libre
Con el destino a la deriva
Mi paracaídas no se abrió
Y ni siquiera pude flotar

Mi cabeza hacia el suelo
Mis pies clavados en el cielo
Una luz al final o en el túnel
Mis labios no supieron rezar

Fue, fue solo una pesadilla
Que viví al despertar
Fue, fue solo una pesadilla
De esas que dan escalofríos

Cuando la tormenta estalló
Con sus gritos y truenos
Sobre mi cuerpo de papel
Fui al infierno, y no al cielo

Todo se volvió tan extraño
Todo era tan oscuro
En relación a mi futuro
La cruz gané como trofeo

Fue, fue solo una pesadilla
Que viví al despertar
Fue, fue solo una pesadilla
De esas que dan escalofríos

Esta noche ni dormí
Apagón en el sistema nervioso
Hay humo en mis ojos
Mis manos ni se mueven más

Siete horas de pánico
A dos minutos de este infierno
Siete hachas me cortaban
En mil pedazos, tal vez más

Fue, fue solo una pesadilla
Que viví al despertar
Fue, fue solo una pesadilla
De esas que dan escalofríos

Escrita por: Rogerio Sobreira