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Gandaia

Romildo Bastos

Gandaia

Quem tiver saudade
E quiser me ver
Vai na Piedade
Ao anoitecer
Quem tiver saudade
E quiser me ver
Vai na Piedade
Ao anoitecer

Quem não se acomoda na barra da saia
Venha para a roda venha pra gandaia
Não invente moda pra fugir da raia
Tem samba de roda em Conceição da Praia

Quem tiver saudade
E quiser me ver
Vai na Piedade
Ao anoitecer
Quem tiver saudade
E quiser me ver
Vai na Piedade
Ao anoitecer

Eu sou lá de Angola meu nome é batuque
Com a minha viola eu não quero truque
Eu sou lá de Angola meu nome é batuque
Com a minha viola eu não quero truque

Nos porões cativos de tantos navios
Passei sem motivo: Febre, fome e frio
Mas mantive acessa a luz das tradições
Com minha tristeza arrebentei grilhões

Vim batendo palma, vim batendo o pé
Libertei a alma preso a minha fé
Me livrei do trauma de ser vagabundo
Palma contra palma dando volta ao mundo

De onde vem marujo?
Vem d'Angola
Esse caramujo vem na marola
E se me prender eu fujo da gaiola
E se fugir ressurjo negro quilombola

Quem tiver saudade
E quiser me ver
Vai na Piedade
Ao anoitecer
Quem tiver saudade
E quiser me ver
Vai na Piedade
Ao anoitecer

Gandaia

Quien tenga nostalgia
Y quiera verme
Ve a la Piedade
Al anochecer
Quien tenga nostalgia
Y quiera verme
Ve a la Piedade
Al anochecer

Quien no se acomoda en la falda de la pollera
Venga a la rueda, venga a la gandaia
No invente trucos para escapar
Hay samba en Concepción de la Playa

Quien tenga nostalgia
Y quiera verme
Ve a la Piedade
Al anochecer
Quien tenga nostalgia
Y quiera verme
Ve a la Piedade
Al anochecer

Soy de Angola, mi nombre es batuque
Con mi guitarra no quiero trucos
Soy de Angola, mi nombre es batuque
Con mi guitarra no quiero trucos

En los sótanos cautivos de tantos barcos
Pasé sin razón: fiebre, hambre y frío
Pero mantuve encendida la luz de las tradiciones
Con mi tristeza rompí cadenas

Vine aplaudiendo, vine golpeando el pie
Liberé el alma atada a mi fe
Me liberé del trauma de ser vagabundo
Mano contra mano, dando la vuelta al mundo

¿De dónde vienes marinero?
De Angola
Este caracol viene en la ola
Y si me atrapan, escapo de la jaula
Y si escapo, resurjo negro cimarrón

Quien tenga nostalgia
Y quiera verme
Ve a la Piedade
Al anochecer
Quien tenga nostalgia
Y quiera verme
Ve a la Piedade
Al anochecer

Escrita por: Romildo Souza Bastos / Sergio Fonseca